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    Estados Unidos enviaram secretamente mísseis de longo alcance para a Ucrânia

    Dispositivos foram incluídos em pacote de ajuda anunciado em 12 de março, mas Pentágono não informou sobre envio das armas

    Versão inicial de um sistema de mísseis táticos do Exército dos EUA é testada em 14 de dezembro de 2021, no White Sands Missile Range, no Novo México
    Versão inicial de um sistema de mísseis táticos do Exército dos EUA é testada em 14 de dezembro de 2021, no White Sands Missile Range, no Novo México John Hamilton/US Army

    Oren LiebermannNatasha BertrandHaley Britzkyda CNN

    Os Estados Unidos enviaram mísseis de longo alcance à Ucrânia no início deste mês. O governo americano havia se recusado a mandar os armamentos anteriormente, seguindo uma diretriz do presidente Joe Biden, disse o Pentágono nesta quarta-feira (24).

    Biden aprovou secretamente a transferência dos mísseis ATACMS (Army Tactical Missile System, ou “Sistema de mísseis táticos do exército”) de longo alcance em fevereiro para uso dentro do território ucraniano.

    Os dispositivos do tipo foram então discretamente incluídos no pacote de ajuda de US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) anunciado em 12 de março, tendo sido entregues à Ucrânia no início deste mês, de acordo com tenente-coronel Garron Garn, porta-voz do Pentágono.

    “Não foi anunciado que estamos fornecendo à Ucrânia esta nova capacidade neste momento, com o objetivo de manter a segurança operacional da Ucrânia conforme o pedido”, explicou Garn, adiando questões sobre a utilização para os militares ucranianos.

    A administração Biden resistiu ao envio de mísseis de longo alcance, em parte devido a preocupações com a agilidade de produção. Os poderosos mísseis requerem tempo e componentes complexos para serem feitos.

    A Lockheed Martin, que fabrica os mísseis ATACMS, está em plena produção e faz aproximadamente 500 mísseis por ano, destacou um porta-voz da empresa em setembro.

    Os EUA trabalharam nos bastidores para resolver as preocupações sobre agilidade, que incluíam a compra de mais mísseis ATACMS e preenchimento dos estoques dos militares americanos.

    “Como resultado, fomos capazes de avançar com esta disposição do ATACMS, ao mesmo tempo que mantivemos a atual prontidão das nossas forças armadas”, ressaltou o major Charlie Dietz, porta-voz do Pentágono.

    Biden também orientou sua equipe a dar este passo após a aquisição e uso de mísseis balísticos norte-coreanos pela Rússia contra a Ucrânia e os ataques da Rússia à infraestrutura civil na Ucrânia, segundo uma autoridade dos EUA.

    “Tínhamos alertado a Rússia contra a aquisição de mísseis balísticos norte-coreanos e contra ataques contra a infraestrutura civil da Ucrânia”, pontuou Dietz.

    “Com as nossas preocupações de prontidão resolvidas, conseguimos cumprir o nosso alerta e fornecer esta capacidade de longo alcance à Ucrânia”, adicionou.

    Espera-se que mais mísseis sejam incluídos no novo pacote de assistência militar anunciado pelo Pentágono nesta quarta, depois que Biden sancionou um pacote de ajuda que fornece quase US$ 61 bilhões (R$ 314 bilhões) em assistência à Ucrânia, após meses de atrasos no Congresso.

    No ano passado, os EUA enviaram pela primeira vez à Ucrânia a variante de médio alcance do sistema de mísseis ATACMS, que pode atingir cerca de 160 quilômetros, enquanto a versão de longo alcance pode atingir até 300 quilômetros.

    As autoridades ucranianas têm pedido aos Estados Unidos, em privado e em público, que os mísseis de longo alcance tenham como alvo mais profundo atrás das linhas russas.

    As autoridades americanas resistiram anteriormente a mandar esses dispositivos, citando questões de abastecimento e preocupações sobre provocar ainda mais Moscou caso fossem mobilizadas.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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