EUA: mulher é autuada após ameaçar levar arma à escola se máscaras fossem obrigatórias

Comentário foi feito durante reunião de pais. Mulher defendeu-se dizendo falar no "sentido figurativo"

Getty Images

Paul P. Murphyda CNN

Ouvir notícia

A polícia da Virgínia, nos Estados Unidos, disse que uma mulher foi autuada depois de dizer, em uma reunião do conselho escolar, que apareceria com armas carregadas se seus filhos fossem obrigados a usar máscaras na escola.

No post na página do Facebook do departamento policial, as autoridades disseram que Amelia King, 42 anos, de Luray, foi acusada de fazer uma ameaça oral enquanto estava na propriedade da escola, na sexta-feira à tarde.

Um juiz magistrado a libertou com uma fiança de US$ 5.000.

A diretoria estava debatendo medidas de mitigação da Covid-19, já que a onda de Ômicron continua a causar uma significativa transmissão comunitária, e seguia à luz de uma das ordens executivas do novo governador republicano Glenn Youngkin.

Em 15 de janeiro, seu primeiro dia no cargo, Youngkin emitiu uma ordem executiva dizendo que os pais poderiam decidir se seus filhos teriam que usar máscaras na escola.

Durante a seção de comentários públicos da reunião, uma resposta de uma das quatro residentes do condado de Page County que se pronunciou se tornou conflituosa.

“Meus filhos não virão à escola na segunda-feira com uma máscara posta”, disse King à diretoria. “Está bem? Isso não está acontecendo. E eu trarei todas as armas carregadas e prontas…”

King foi então cortada por ultrapassar o prazo de três minutos, e ela respondeu: “Vejo vocês na segunda-feira”.

Em resposta aos comentários, o superintendente da escola de Page County e o presidente da diretoria da escola fizeram uma declaração dizendo que não levariam os comentários na esportiva.

“Não apenas comentários como estes vão contra tudo o que desejamos modelar para nossos alunos, eles vão contra a própria natureza de como nós, como comunidade, devemos interagir uns com os outros”, diz uma nota da escola.

“Este tipo de comportamento não é tolerado por nossos alunos, professores, funcionários, nem será tolerado por pais ou convidados de nossa divisão escolar”.

Como resultado dos comentários, a diretoria da escola disse que eles aumentariam a presença da polícia nas escolas na sexta-feira e na segunda-feira.

“O Chefe da Polícia de Luray, Bo Cook, está investigando o incidente e está em contato com o procurador da região, bem como com funcionários estaduais e federais”, disse a declaração.

Em um e-mail para a diretoria, lido em voz alta no final da reunião, King pediu desculpas e disse que estava “mortificada”.

“Eu não pretendia de forma alguma implicar em dizer sobre armas de fogo reais, mas sim todos os recursos que posso reunir para garantir que meus filhos frequentem a escola sem máscaras”, disse ela no e-mail. “Eu nunca faria tal coisa; eu estava falando figurativamente”.

King, no e-mail, disse que contatou a polícia para se explicar.

A CNN procurou a King para comentários, mas não recebeu imediatamente uma resposta. Durante seu discurso, King observou que ela já havia falado em reuniões do conselho escolar e que os comentários não estavam preparados.

“Eu gosto de parecer educada e, quando me exalto, fico realmente fervorosa”, disse ela. “Nem sempre sou capaz de dizer exatamente o que quero dizer da maneira apropriada”.

A CNN também procurou a polícia de Luray, o procurador da cidade e o escritório do governador Youngkin para comentários, mas não recebeu uma resposta imediata.

O Conselho acabou decidindo em uma votação de 4-2 para “fazer do uso de máscara uma decisão dos pais”. Máscaras seriam necessárias para todo a equipe e qualquer pessoa que ingresse nos ônibus escolares.

Entretanto, os pais serão obrigados a assinar um “formulário de auto exclusão” se não quiserem que seus filhos usem máscaras na escola. O conselho ainda exigirá que os alunos que retornem de uma quarentena estejam mascarados, independentemente da escolha dos pais.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

versão original

Mais Recentes da CNN