EUA: Obama, Bush e Clinton se unem para ajudar refugiados afegãos

Ex-presidentes – junto com ex-primeiras-damas Hillary Clinton, Laura Bush e Michelle Obama – serão co-presidentes honorários do grupo Welcome.US, que acolherá e apoiará os refugiados

Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, ex-presidentes dos EUA
Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, ex-presidentes dos EUA Montagem: CNN; Fotos: Reuters

Betsy Kleinda CNN

Ouvir notícia

O “clube de ex-presidentes” dos Estados Unidos está se unindo para ajudar em um grande esforço bipartidário para receber e apoiar refugiados do Afeganistão que será lançado nesta terça-feira (14).

Os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama – junto com as ex-primeiras-damas Hillary Clinton, Laura Bush e Michelle Obama – serão co-presidentes honorários do grupo Welcome.US.

O Welcome.US disse, em um comunicado à imprensa, ter como objetivo envolver “todos os americanos a acolher e apoiar os refugiados, começando com os indivíduos e famílias que fugiram do Afeganistão” após a retirada norte-americana do país nas últimas semanas.

Após a maior saída militar da história, o governo de Joe Biden tem agora a tarefa de reassentar mais de 60.000 refugiados afegãos nos Estados Unidos nas próximas semanas.

Cerca de 17% dos que já chegaram são cidadãos norte-americanos ou pessoas com visto de residência permanente e podem ir para seus destinos sem primeiro passar por bases militares. O resto, no entanto, irá para as bases para fazer exames médicos – e serem vacinados contra Covid-19 – antes de serem realocados para comunidades em todo o país.

A Welcome.US reuniu os ex-presidentes – bem como um grupo bipartidário de governadores, incluindo o governador republicano de Maryland Larry Hogan e o governador democrata do Colorado, Jared Polis, e outros líderes – para servir como um ponto central de contato para o público e esforços privados para ajudar na tarefa de apoiar os refugiados afegãos enquanto eles estabelecem suas vidas nos EUA.

A iniciativa conectará e coordenará esforços entre governos estaduais e locais, bem como organizações sem fins lucrativos, corporações, universidades e outros, de acordo com o grupo.

Também fornecerá subsídios para organizações sem fins lucrativos e lançará uma campanha publicitária de seis dígitos “para destacar a necessidade de todos os norte-americanos se juntarem às milhares de pessoas que já se apresentaram para dar as boas-vindas aos nossos novos vizinhos afegãos enquanto eles se instalam e constroem suas novas vidas”.

Faz parte ainda desses esforços o apoio à habitação via Airbnb; refeições via Instacart; concessões do Walmart, Starbucks e Microsoft; e créditos de anúncios do Facebook para promover a organização.

“Milhares de afegãos estiveram conosco na linha de frente para lutar por um mundo mais seguro, e agora eles precisam de nossa ajuda”, disseram George W. Bush e Laura Bush no comunicado sobre a organização.

“Estamos orgulhosos de apoiar a Welcome.US e o trabalho para ajudar as famílias afegãs a se estabelecerem e construírem novas vidas. Estamos prontos para mostrar aos nossos novos vizinhos afegãos e ao resto do mundo como um espírito acolhedor e generoso constitui a espinha dorsal do que faz nosso país é tão grande.”

Não ficou imediatamente claro se os ex-presidentes Donald TrumpJimmy Carter foram convidados a participar do esforço. Um porta-voz do grupo não respondeu imediatamente ao pedido da CNN por comentários.

Clinton e Obama se juntaram ao presidente Joe Biden no sábado para celebrar o 20º aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro na cidade de Nova York.

Bush falou em outro evento do 11 de setembro em Shanksville, na Pensilvânia, ao lado da vice-presidente Kamala Harris. O republicano também usou seus comentários na Pensilvânia para criticar Trump – ainda que sem nomeá-lo diretamente.

“Há pouca sobreposição cultural entre extremistas violentos no exterior e extremistas violentos em casa”, disse Bush no sábado.

“Mas em seu desdém pelo pluralismo, em seu desprezo pela vida humana, em sua determinação de contaminar os símbolos nacionais, eles são filhos do mesmo espírito asqueroso”, disse, em uma aparente referência à violenta insurreição no Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro.

Trump, por sua vez, se manifestou sobre o 20º aniversário dos ataques com um pequeno vídeo no qual elogiou os primeiros socorristas e criticou Biden pela forma como lidou com a retirada do Afeganistão, antes de comentar uma luta de boxe.

Essa não é a primeira crise em que ex-presidentes dos EUA se unem por uma causa comum.

Bush e Clinton se uniram em 2005 para arrecadar fundos para os afetados pelo tsunami na Indonésia e novamente em 2010 para estabelecer o Fundo Clinton-Bush para o Haiti para ajudar na recuperação de longo prazo após um terremoto catastrófico naquele país.

Mais Recentes da CNN