EUA realizam ataques contra dois barcos no Pacífico

Secretário de Defesa, Pete Hegseth, diz que embarcações eram operadas por "organizações terroristas designadas"

Natasha Bertrand, da CNN
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth  • FILE PHOTO: U.S. Defense Secretary Pete Hegseth attends a Senate Appropriations Committee hearing on U.S. President Donald Trump's budget request for the Department of Defense, on Capitol Hill in Washington, D.C., U.S., June 11, 2025. REUTERS/Elizabeth Frantz/File Photo
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As forças armadas dos EUA realizaram no domingo (9) mais um ataque contra embarcações suspeitas de transportar drogas, matando seis pessoas no Pacífico Oriental, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.

As forças armadas lançaram dois ataques letais contra dois barcos "operadas por organizações terroristas designadas", escreveu Hegseth no X, sem revelar a quais organizações se acredita que a tripulação dos navios era afiliada.

“Nossos serviços de inteligência sabiam que essas embarcações estavam associadas ao contrabando de narcóticos ilícitos, transportavam narcóticos e transitavam por uma rota conhecida de tráfico de drogas no Pacífico Oriental”, disse Hegseth.

As forças armadas dos EUA mataram 76 pessoas em 19 ataques que destruíram 20 barcos, como parte de uma campanha que Washington afirma ter como objetivo reduzir o fluxo de drogas para os Estados Unidos.

Houve três sobreviventes desses ataques, dois dos quais foram detidos brevemente pela Marinha dos EUA antes de serem devolvidos aos seus países de origem. O terceiro é considerado morto após buscas realizadas pela Marinha mexicana.

Em diversas reuniões com o Congresso, incluindo uma na semana passada, funcionários do governo reconheceram que nem sempre sabem a identidade de cada pessoa a bordo de uma embarcação antes de atacá-la. Os ataques são realizados com base em informações de inteligência que indicam que as embarcações estão ligadas a um cartel ou organização criminosa específica, conforme relatado pela CNN.

O governo Trump também informou ao Congresso que os EUA estão agora em um "conflito armado" contra os cartéis de drogas, a partir do primeiro ataque em 2 de setembro, classificando os mortos como "combatentes ilegais" e alegando ter a capacidade de realizar ataques letais sem revisão judicial devido a uma conclusão confidencial do Departamento de Justiça .

Alguns integrantes do Congresso, assim como grupos de direitos humanos, questionaram essa conclusão e argumentaram que os potenciais traficantes de drogas deveriam ser processados, conforme a política de interdição adotada pelos EUA antes da posse do presidente Donald Trump.

O governo Trump também não apresentou provas públicas da presença de narcóticos nos barcos atingidos, nem de sua ligação com cartéis de drogas.

Autoridades militares afirmaram que nenhum membro das forças armadas americanas ficou ferido nos ataques.

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