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    Ex-parlamentar indiano é morto ao vivo na TV enquanto estava sob custódia da polícia

    Atiq Ahmed e o irmão Ashraf Ahmed foram baleados e mortos no sábado (15); imagens foram compartilhadas em canais de transmissão e em redes sociais

    Saurabh Sharmada Reuters em Lucknow

    Um ex-deputado do parlamento da Índia, condenado por sequestro, foi morto a tiros junto com seu irmão enquanto a polícia os escoltava para um check-up médico em um crime transmitido ao vivo pela televisão no sábado (15).

    As imagens dramáticas dos homens sendo mortos foram compartilhadas em canais de transmissão e em redes sociais. Um atirador é visto passando por cima dos ombros da polícia para apontar uma pistola para a cabeça do ex-legislador, Atiq Ahmed, cujo turbante foi estourado quando a arma disparou.

    Seu irmão, Ashraf Ahmed, foi baleado e os dois morreram em minutos, enquanto a polícia deteve rapidamente três homens suspeitos de cometer o assassinato.

    Relatos da mídia dizem que os agressores estavam se passando por jornalistas. Um se rendeu imediatamente após o tiroteio, enquanto os policiais detiveram os outros dois suspeitos.

    Eles estavam entre uma multidão que se reuniu quando os dois irmãos, supostamente chefes de uma organização criminosa local, foram levados, algemados, de um hospital da cidade de Prayagraj, no estado de Uttar Pradesh, no Norte do país, na noite de sábado.

    Depois de cometer o assassinato, os supostos atiradores gritaram cânticos religiosos hindus.

    Um policial foi ferido durante o ataque.

    Temendo a possibilidade de distúrbios violentos após os assassinatos, o governo de Uttar Pradesh proibiu reuniões de mais de quatro pessoas em todo o estado.

    “O governo do estado impôs ordens restritivas após os assassinatos de Atiq Ahmed e Ashraf Ahmed, que eram membros de uma grande máfia envolvida em grilagem de terras e em casos de assassinato”, disse um oficial da polícia.

    “Não queremos que nenhuma forma de protesto ganhe força”, disse a autoridade sob condição de anonimato, pois não está autorizada a falar com a imprensa.

    O governo do estado, controlado pelo Partido do Povo Indiano do primeiro-ministro Narendra Modi, ordenou uma investigação judicial sobre os assassinatos.

    Na semana passada, a polícia matou a tiros o filho de Atiq Ahmed na cidade de Jhansi. Ele era procurado em conexão com um caso de assassinato que estava sendo investigado como parte de uma repressão mais ampla a uma máfia da terra que operava em Uttar Pradesh.

    A polícia em Uttar Pradesh matou mais de 180 suspeitos de crimes durante confrontos nos últimos seis anos.

    O chefe do partido de oposição Samajwadi disse que o assassinato de seu ex-membro do partido enquanto estava sob custódia policial demonstrou o fracasso do partido governante em trazer a lei e a ordem para Uttar Pradesh.

    “Quando alguém pode ser morto atirando abertamente em meio ao cordão de segurança da polícia, o que dizer da segurança do público em geral”, disse Akhilesh Yadav, chefe do partido de oposição Samajwadi, em uma publicação no Twitter.

    Antes de perder uma eleição em 2014, Ahmed havia sido legislador do Samajwadi e, posteriormente, do partido regional Apna Dal.