Ex-preso político da Venezuela: Maduro vai sentir "na pele"

Em entrevista à CNN, Juan Carlos Urbina, ex-prisioneiro político do regime de Nicolás Maduro, comenta sobre a sensação de ver o líder chavista sendo capturado

Da CNN Brasil
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Juan Carlos Urbina, ex-prisioneiro político do regime venezuelano, afirmou em entrevista à correspondente da CNN Luciana Taddeo que Nicolás Maduro agora vai sentir "na pele" o que é estar preso, após a captura do líder venezuelano pelos Estados Unidos. "De certa forma, eu, que fui preso político, sinceramente não me alegro, nem comemoro como muitos, porque eu sei qual é o sentimento de estar preso. Mas, por outro lado, me dá um conforto porque, no fim, ele está vivendo na pele o que vivi", disse o ex-prisioneiro.

Urbina, que foi vereador do partido Vente Venezuela, da líder opositora María Corina Machado, esteve detido pelo regime chavista entre julho e dezembro de 2024. Sua prisão ocorreu quando ele foi levar comida a um conhecido que havia sido detido durante os protestos pós-eleitorais na Venezuela. As autoridades encontraram em seu bolso um cartão que o identificava como ex-vereador do partido de María Corina, motivo suficiente para sua detenção.

 

 

Ao ser questionado sobre como se sentiu ao ver as imagens de Maduro capturado, o ex-prisioneiro político descreveu a experiência de estar algemado: "Estar com algemas nas mãos e nos pés, que você quase não consegue andar, e sentir que o mundo vai acabar para você, sem saber quando vai sair, sem horizonte", explicou Urbina, referindo-se ao que acredita que Maduro esteja sentindo no momento.

"Isso é o que ele está sentindo neste momento, e que sinta o que muitos venezuelanos sentiram, muitos jovens que foram presos sem fazer absolutamente nada", declarou o ex-prisioneiro político. "Aí é onde nós dizemos: viva a experiência, para que veja o que é estar preso", completou Urbina.

A entrevista ocorreu em Cúcuta, cidade colombiana na fronteira com a Venezuela, onde manifestações foram realizadas tanto em apoio ao presidente colombiano Gustavo Petro, contra ameaças de Donald Trump, quanto em defesa de Maduro. Na ponte que conecta Cúcuta à cidade venezuelana de San Antonio de Táchira, manifestantes chavistas pediam a libertação de Maduro, afirmando que sua captura foi um "sequestro ilegal".

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