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    Exército russo toma controle da Usina de Chernobyl, diz autoridade da Ucrânia

    "É impossível dizer que a usina nuclear de Chernobyl está segura após um ataque totalmente inútil dos russos", disse um assessor da presidência

    Um parque de diversões abandonado em Pripyat, a três quilômetros da usina nuclear de Chernobyl
    Um parque de diversões abandonado em Pripyat, a três quilômetros da usina nuclear de Chernobyl Foto: Pascal Le Segretain/Sygma via Getty Images

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    Um assessor do gabinete da presidência da Ucrânia informou, nesta quinta-feira (24), que as forças russas que invadiram o país agora estão em controle da antiga Usina de Chernobyl.

    “É impossível dizer que a usina nuclear de Chernobyl está segura após um ataque totalmente inútil dos russos”, disse Mykhailo Podolyak.

    “Esta é uma das ameaças mais sérias na Europa hoje”, completou.

    Mais cedo, as autoridades ucranianas já haviam informado que tropas russas, que entraram na Ucrânia pela fronteira ao norte com Belarus, estavam presentes na região.

    O presidente Volodymyr Zelensky declarou, no início da tarde desta quinta, que forças ucranianas estavam lutando para impedir que a Rússia capturasse a antiga usina nuclear.

    “As forças de ocupação russas estão tentando tomar Chernobyl [Central Nuclear]. Nossos defensores estão sacrificando suas vidas para que a tragédia de 1986 não se repita”, tuitou Zelensky.

    “Esta é uma declaração de guerra contra toda a Europa”, acrescentou.

    O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia também havia se pronunciado dizendo que um ataque russo à Ucrânia poderia “causar outro desastre ecológico”.

    “Em 1986, o mundo viu o maior desastre tecnológico em Chernobyl”, tuitou o ministério. “Se a Rússia continuar a guerra, Chernobyl pode acontecer novamente em 2022.”

    Em outros lugares, partes da região de Kherson, no sul da Ucrânia, não estavam mais sob o controle de Kiev, disse a administração regional, enquanto as forças russas atacavam por terra, mar e ar.

    O prefeito da capital, Kiev, disse que quatro estações de metrô serão usadas como abrigos antiaéreos.

    Já a liderança ucraniana local na região separatista de Donetsk disse que as forças russas atingiram um hospital local, matando quatro pessoas.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

    Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

    O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

    De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

    Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

    A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.

    Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.

    A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

    * Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN