Favorito à presidência da Colômbia diz que gangue planejava matá-lo em campanha

Plano teria sido descoberto pela equipe de segurança do candidato de esquerda e líder de pesquisas, Gustavo Petro

Gustavo Petro, candidato da esquerda favorito nas eleições presidenciais da Colômbia, durante ato em Bogotá
Gustavo Petro, candidato da esquerda favorito nas eleições presidenciais da Colômbia, durante ato em Bogotá REUTERS/Nathalia Angarita

Julia Symmes CobbLuis Jaime Acostada Reuters

Bogotá

Ouvir notícia

Gustavo Petro, o favorito da esquerda e líder das pesquisas para as eleições presidenciais da Colômbia, cancelou na segunda-feira (2) eventos na região cafeeira do país por um complô de uma organização criminosa para tentar tirar sua vida, de acordo com um comunicado.

Petro, ex-guerrilheiro do M-19 e prefeito de Bogotá, viajaria para a região, incluindo a cidade de Manizales, na terça e quarta-feira, antes da eleição marcada para 29 de maio.

Mas a visita foi cancelada depois que a equipe de segurança de Petro recebeu informações de que o grupo criminoso La Cordillera estava planejando um ataque, segundo um comunicado de seu escritório.

“De acordo com o trabalho realizado pela equipe de segurança, que recebeu informações em primeira mão de fontes da área, o grupo criminoso La Cordillera planejava atentar contra a vida do candidato presidencial Gustavo Petro”, disse o comunicado, sem fornecer mais evidências.

Os assessores de imprensa da campanha confirmaram a autenticidade da declaração.

A Polícia Nacional da Colômbia disse na segunda-feira que não tinha informações sobre um complô contra Petro, acrescentando que ele conta com medidas de proteção robustas.

La Cordillera, que opera principalmente na região cafeeira, foi responsabilizada pela polícia pela morte de um organizador local de marchas antigovernamentais que varreram o país há um ano.

Petro liderava uma pesquisa de opinião na semana passada com 43,6% dos votos no primeiro turno, enquanto seu rival mais próximo, o centro-direita Federico Gutierrez, registrou 26,7%.

Petro atraiu apoio em suas promessas de corrigir a profunda desigualdade de renda no país andino, inclusive por meio de uma redistribuição da poupança previdenciária. Mas os investidores alertaram que o plano de pensão e sua promessa de interromper novos projetos de petróleo podem colocar em risco a estabilidade econômica do país.

O candidato de 62 anos enfrentará um Congresso dividido se ganhar a presidência, com partidos centristas e de direita dando seu apoio a Gutierrez.

Mais Recentes da CNN