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    Fundação Nobel volta atrás e cancela convites de Rússia, Belarus e Irã para cerimônia deste ano

    Na quinta-feira (31), a entidade havia convidado os embaixadores desses três países; decisão foi criticada por líderes de vários partidos políticos da Suécia

    Museu do Prêmio Nobel em Estocolmo15/07/2023 REUTERS/Tom Little
    Museu do Prêmio Nobel em Estocolmo15/07/2023 REUTERS/Tom Little REUTERS/Tom Little

    Simon Johnsonda Reuters

    A Fundação Nobel afirmou neste sábado (2) que não convidará embaixadores de Rússia, Belarus e Irã para a cerimônia deste ano do Prêmio Nobel, que acontecerá em Estocolmo, na Suécia. O anúncio reverte uma decisão anterior de convidar representeantes dos três países.

    Em 2022, a fundação deixou embaixadores da Rússia e de sua aliada Belarus de fora da lista de convidados por causa da invasão de Moscou à Ucrânia.

    A entidade afirmou, na última quinta-feira (31), que convidaria ambos, além do embaixador iraniano, para a cerimônia deste ano, em dezembro. Na ocasião, foi dito que a ideia era a de inclusão, mesmo com quem não compartilhava dos valores do Prêmio Nobel.

    O anúncio levou líderes de vários partidos políticos da Suécia a dizerem que boicotariam as cerimônias.

    “Reconhecemos as fortes reações na Suécia”, disse a fundação, no comunicado deste sábado. “Nós, portanto, decidimos repetir a exceção do ano passado – ou seja, não convidar os embaixadores de Rússia, Belarus e Irã para a cerimônia do Prêmio Nobel, em Estocolmo.”

    Os vencedores dos prêmios são anunciados no começo de outubro, e cinco dos seis Prêmios Nobel são entregues em Estocolmo todos os anos, após um processo de nomeação mantido em segredo por 50 anos.

    O Prêmio Nobel da Paz é concedido em Oslo, onde são realizadas cerimônias separadas.

    Veja também: À CNN, vencedora do Nobel da Paz diz que Brasil precisa aprovar leis contra fake news