G20 deve se comprometer a reduzir período de desenvolvimento de vacinas em pandemias

Para emergências de saúde, o grupo defende o desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos seguros e eficazes em até 100 dias

Roma, capital da Itália, é a sede do G20 neste ano; diversos líderes já desembarcaram na cidade para reuniões do grupo
Roma, capital da Itália, é a sede do G20 neste ano; diversos líderes já desembarcaram na cidade para reuniões do grupo Foto: G20.org

Francesco GuarascioJan Strupczewskida Reuters

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Os líderes das 20 maiores economias do mundo devem se comprometer a apoiar que se reduza a 100 dias o período no qual farmacêuticas podem desenvolver vacinas, remédios e exames novos durante uma pandemia, de acordo com o esboço de um documento conjunto.

Em circunstâncias normais, desenvolver vacinas exige mais de uma década, mas a pandemia de Covid-19 desencadeou uma disparada inédita nas pesquisas, testes e procedimentos regulatórios que possibilitaram ter vacinas prontas em menos de um ano.

Agora, os líderes do G20 querem que este período seja encurtado.

Em emergências de saúde causadas por pandemias, “apoiaremos a ciência para abreviar o ciclo de desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos seguros e eficazes de 300 para 100 dias”, disseram os líderes do G20 no esboço de um documento que eles devem endossar durante uma cúpula em Roma neste final de semana.

O esboço ainda está sujeito a mudanças de última hora, mas autoridades disseram que este compromisso deve permanecer inalterado.

Uma das medidas vistas como cruciais para reduzir o tempo necessário para se desenvolver vacinas e remédios é a abreviação dos testes clínicos.

Isto poderia ser possível facilitando a cooperação para a realização de testes, estabelecendo grandes registros para voluntários e envolvendo mais as agências reguladoras durante os estudos. Tecnologias novas, como o RNA mensageiro, também demonstram que permitem um desenvolvimento de vacinas de maneira mais ágil.

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