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    Grandes países não blefam, os EUA não blefam, diz Blinken

    Secretário de Estado dos Estados Unidos anunciou que serão impostas "sanções ainda mais pesadas a fontes de mídia que estão propagando essas mentiras" sobre a guerra na Ucrânia

    Douglas Portoda CNN*

    em São Paulo

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    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, declarou, nesta quarta-feira (2), que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, poderia ter presumido que houve um blefe por parte do país em relação às sanções impostas pela guerra na Ucrânia, mas que os grandes países e os EUA não blefariam no caso.

    “Se essa guerra continuar, as consequências para o regime irão sofrer uma escalada. Essas sanções e restrições tiveram um efeito poderoso sobre a economia russa. O valor do rublo despencou. O mercado acionário russo fechou assim que a fuga de capitais teve início. O rating de crédito da Rússia foi cortado para status negativo. A riqueza de Putin desapareceu. Estamos impactando a economia e sua força militar, que será sentida não só imediatamente, mas por muitos anos”, afirmou.

    “O presidente Putin pode presumir que os Estados Unidos e nossos aliados estavam blefando quando ameaçamos essas sanções. Mas como o presidente [dos EUA, Joe] Biden gosta de dizer, grandes nações não podem blefar. Os Estados Unidos não blefam”, continuou.

    Blinken reiterou que a guerra é de Putin, e que a população russa “sofrerá as consequências das escolhas de seu líder”. Ele ainda alega que irá impor “sanções ainda mais pesadas a fontes de mídia que estão propagando essas mentiras”.

    Os bancos russos selecionados foram excluídos, no sábado (26), do sistema global de pagamentos, o Swift. A medida foi realizada por líderes da Comissão Europeia, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Canadá e EUA.

    Biden, anunciou, na terça-feira (1º), em seu primeiro discurso de Estado da União, o fechamento do espaço aéreo do país para a Rússia.

    O Departamento de Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), proibiu, na segunda-feira (28), que cidadãos norte-americanos se envolvam em transações com o Banco Central, o Fundo Nacional de Riqueza e o Ministério das Finanças da Rússia.

    Ainda foram impostas sanções e bloqueios ao Fundo de Investimento Direto russo e ao seu CEO Kirill Dmitriev.

    Além disso, outras punições foram impostas ao país. Algumas se estendem a Belarus, aliada de Putin. Confira:

    • Limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, euros, libras e ienes;
    • Limitar capacidade de financiar e aumentar as forças armadas russas;
    • Prejudicar sua capacidade de competir na economia de alta tecnologia do século 21;
    • Sanções contra bancos russos que juntos detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos;
    • Cortar a maior instituição financeira da Rússia, o Sberbank, e 25 de suas subsidiárias do sistema financeiro dos EUA. O Sberbank detém quase um terço dos ativos gerais do setor bancário russo;
    • “Sanções de bloqueio total” contra o VTB Bank, segundo maior banco da Rússia, e 20 de suas subsidiárias;
    • “Sanções de bloqueio total” contra três outros grandes bancos russos: Bank Otkritie, Sovcombank OJSC e Novikombank;
    • Cortar 13 grandes empresas estatais de levantar dinheiro do mercado dos EUA. A lista inclui: Sberbank, AlfaBank, Credit Bank of Moscow, Gazprombank, Russian Agricultural Bank, Gazprom, Gazprom Neft, Transneft, Rostelecom, RusHydro, Alrosa, Sovcomflot e Russian Railways;
    • Sanções às elites russas e familiares. A lista: Sergei Ivanov (e seu filho, Sergei), Andrey Patrushev (e seu filho Nikolai), Igor Sechin (e seu filho Ivan), Andrey Puchkov, Yuriy Solviev (e duas empresas imobiliárias que ele possui), Galina Ulyutina e Alexandre Vedyakhin;
    • Sanções a 24 pessoas e empresas bielorrussas. Isso inclui “dois importantes bancos estatais bielorrussos, nove empresas de defesa e sete autoridades e elites ligadas ao regime”

    (*Com informações de Tiago Tortella, da CNN)

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