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    Guerra de Israel: Inteligência dos EUA acredita que Irã foi surpreendido pelo ataque do Hamas

    Funcionários do governo apontam, contudo, que sem o apoio histórico do governo iraniano ao Hamas, o grupo radical islâmico não teria capacidade de realizar um ataque dessa proporção

    Danos causados ​​pelo ataque do Hamas a Israel: EUA não acreditam em envolvimento direto do Irã no episódio, dizem fontes
    Danos causados ​​pelo ataque do Hamas a Israel: EUA não acreditam em envolvimento direto do Irã no episódio, dizem fontes Ilia Yefimovich/picture Alliance via Getty Images

    Zachery Cohen, Katie Bo Lillis, Natasha Bertrand e Jeremy Herbda CNN

    Os Estados Unidos levantaram informações que sugerem que o Irã foi surpreendido pelo ataque surpresa promovido pelo grupo radical islâmico Hamas em Israel, no sábado (7), de acordo com múltiplas fontes próximas da inteligência norte-americana.

    As fontes sublinharam que a comunidade de inteligência dos EUA não chegou a uma conclusão sobre o possível envolvimento iraniano no episódio, e seguirá investigando essa possibilidade.

    Os funcionários do governo apontam, porém, que o Irã tem prestado um apoio significativo ao Hamas, que inclui armas e financiamento, o que inquestionavelmente contribuiu para a capacidade de um ataque tão amplo.

    Mas as fontes consideram que, apesar disso, a avaliação inicial é de que o governo iraniano não desempenhou um papel direto no episódio.

    “O Irã provavelmente sabia que o Hamas planejava operações contra Israel, mas não tinha o momento preciso do que ocorreria”, disse uma fonte dos EUA. “Embora o Irã apoie o Hamas há muito tempo, não temos evidências de sua responsabilidade no ataque”.

    A mesma pessoa advertiu, contudo, que é prematuro tirar conclusões com base no que os Estados Unidos sabem até o momento.

    Veja também: Blinken diz que EUA estão com Israel e anuncia envio de porta-aviões


    Nesta quarta-feira (11), o coordenador de comunicações estratégicas do Conselho de Segurança Nacional norte-americano, John Kirby, disse à CNN que o país não tem informações que sugiram que o Irã estava “pré-consciente ou envolvido em qualquer planeamento, fornecimento de recursos ou mesmo direção da operação”.

    Uma fonte familiarizada com os serviços de inteligência observou que, embora o grupo mantenha a independência operacional do Irão – tornando plausível que o governo iraniano possa não ter sabido antecipadamente do ataque – sem o apoio iraniano, o Hamas não poderia existir como existe agora.

    Durante dias, altos funcionários dos EUA disseram publicamente não ver qualquer indicação de envolvimento do Irã no conflito, embora tenham classificado Teerã “cúmplice” devido a seu apoio histórico à organização extremista.

    “Queremos obter mais informações”, disse o conselheiro de segurança nacional Jake Sullivan aos repórteres na Casa Branca na terça-feira (10). “No momento em que estou aqui hoje, embora o Irã desempenhe este papel amplo de endosso ao Hamas, não temos provas de envolvimento nos atos de 7 de Outubro”, concluiu.

    O presidente da Câmara dos Negócios Estrangeiros, Mike McCaul, um republicano do Texas, disse pensar que “todos os caminhos levam ao Irã”: “Certamente não queremos ver isso, mas eles já estão envolvidos”.

    Posição de Israel

    Algumas autoridades israelenses atribuem ao Irã participação direta nos ataques.

    Um alto funcionário de Israel disse à CNN ter sido informado de que o governo iraniano fornece financiamento e treinamento de longa data aos militantes do Hamas e, ainda que não soubesse do momento exato em que a ação ocorreria, certamente “estava consciente da operação”.

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