Guerra e pandemia impactam preço de alimentos e aceleram aumento da fome, diz FAO

À CNN Rádio, João Intini afirmou que órgão das Nações Unidas defende que sejam tomadas medidas de proteção de consumidores e agricultores

Na América Latina, o aumento do número de pessoas com fome ou insegurança alimentar já estava ocorrendo pelos últimos 6 anos
Na América Latina, o aumento do número de pessoas com fome ou insegurança alimentar já estava ocorrendo pelos últimos 6 anos 01/03/2022 REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Amanda Garciada CNN

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O cenário global atual, diante da guerra na Ucrânia e ainda sob os efeitos da pandemia, contribui para a escalada do preço dos alimentos e o consequente aumento da fome e insegurança alimentar em diversos países do globo. Esta é a avaliação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Em entrevista à CNN Rádio, o oficial do escritório regional da FAO para a América Latina e o Caribe, João Intini, explicou que a situação dos preços já vinha sendo registrada pela pandemia e “o conflito agora acelera e impacta os valores, com a maior alta em 32 anos.”

“Ainda não se sabe quando a guerra terminará e mesmo quando ela se encerre, outros efeitos podem seguir incidindo, é difícil prever o que vem pela frente”, analisou.

De acordo com Intini, a FAO recomenda que medidas sejam tomadas pelos governos para “proteger consumidores e agricultores, que são produtores de alimentos, para que consigam manter a atividade produtiva e comercial.”

O oficial destaca que, na América Latina, o aumento do número de pessoas com fome ou insegurança alimentar já estava ocorrendo pelos últimos 6 anos.

“Com a pandemia, se somam os efeitos da crise europeia, e tudo se acelera, aumentam aos preços, diminui a capacidade de compra e a incidência da fome. O processo se acelera de forma intensa.”

Na avaliação de Intini, “o que nos preocupa é que as economias dos países não vêm muito bem, a capacidade de reação está sendo menor, conversarmos com governos para proteção ao consumidor, para que fortaleçam programas de proteção social e que promovam a segurança alimentar, fome está maior, mas capacidade de reação está menor, é um contexto mais crítico e sensível para a proteção social.”

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