Guerra entre Israel e Hamas vive “duplo paradoxo” no momento, avalia professor

À CNN Rádio, Ronaldo Carmona explicou que guerra muito provavelmente não será resolvida militarmente

Amanda Garcia, da CNN
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Após quase 20 dias da guerra entre Israel e o Hamas, o conflito vive um “duplo paradoxo”, na avaliação do professor da Escola Superior de Guerra Ronaldo Carmona.

À CNN Rádio, ele explicou que este cenário envolve tanto a opinião pública internacional, quando a resposta militar.

“Inicialmente, Israel foi alvo de solidariedade do mundo inteiro em função da barbárie dos ataques do Hamas”, disse.

No entanto, o professor destaca que o cerco à Gaza trouxe a crise humanitária, com morte de crianças e idosos, que “também geraram comoção.”

Isso significa que Israel tem tido dificuldades em encontrar “proporcionalidade no que diz respeito à reação aos ataques terroristas sem trazer caos humanitário contra civis.”

O segundo paradoxo, de acordo com Carmona, diz respeito à questão militar.

Embora Israel tenha um dos exércitos mais bem equipados do mundo, ele “se defrontará com o grupo armado precário que é o Hamas”, mas que leva vantagem no ambiente urbano.

“Hamas deve ter condições superiores, devido à existência de túneis, que permitem emboscadas e escudos humanos”, disse.

Além disso, "as tropas de Israel não poderão fazer uso pleno de instrumentos de guerra convencional, como uso de blindados, já que o ambiente urbano é composto por ruelas, becos, típicos de região extremamente povoada.”

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A solução será "utilizar forças especiais, de elite, que terão de travar combate casa a casa, prédio a prédio.”

Diante deste quadro, Ronaldo Carmona acredita que a resolução para o conflito está “em outra esfera”, que não a militar, como a diplomática, com as tentativas de resoluções das Nações Unidas.

*Com produção de Isabel Campos