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    Guerra “não se resolve em um passe de mágica”, avalia professor de geopolítica

    À CNN Rádio, Ronaldo Carmona disse que, mesmo com as forças entre Rússia e Ucrânia sendo assimétricas, campanhas militares tomam tempo

    Veículo militar danificado em Mariupol, cidade sob controle do exército e de separatistas russos, em 21 de março de 2022
    Veículo militar danificado em Mariupol, cidade sob controle do exército e de separatistas russos, em 21 de março de 2022 Anadolu Agency via Getty Images

    Bel CamposAmanda Garciada CNN

    Em São Paulo

    O professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra e pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Ronaldo Carmona, reforçou que a guerra “ainda que seja assimétrica, não se resolve num passe de mágica.”

    Em entrevista à CNN Rádio, ele explicou que o poder militar russo é superior: “Estamos falando da segunda maior potência militar do planeta, mas é preciso compreender da dinâmica da guerra.”

    “Houve subestimação, uma campanha militar leva um tempo, que inclui imprevistos. A Ucrânia tem um território similar a Minas Gerais, além disso, o ucraniano exatamente por estar numa posição assimétrica, busca se resguardar nas grandes cidades”, explicou.

    Segundo Carmona, “para qualquer grande exército, o combate em zona urbana é desfavorável, os russos preferem em campo aberto, exército ucraniano tenta atrair para essas zonas.”

    Na avaliação do professor, o “governo da Ucrânia teve oportunidade, com força assessoria militar da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan), para concentrar meios de defesa nas principais cidades, sobretudo em Kiev, que é a capital.”

    A tomada de Kiev, de acordo com o especialista, “está se caminhando para os russos conseguirem um cerco na cidade. O exército que ataca busca não entrar num conflito urbano direto, mas, sim, o cerco, para a cidade colapsar e atingir o objetivo político.”