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    Haiti registra ao menos 34 tremores secundários após terremoto de magnitude 7,2

    Mais forte das réplicas aconteceu na noite de sábado (14) e foi de 5,8 graus na escala Richter

    Giulia Alecrim, da CNN, em São Paulo

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    Depois do terremoto de 7,2 graus na escala Richter que atingiu o Haiti na manhã de sábado (14), e deixou pelo menos 724 mortos e mais de 2.800 feridos, pelo menos 34 outras “réplicas” (tremores secundários) foram registrados no país da América Central, de acordo com registros do Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês).

    O mais forte, até o momento, aconteceu ainda na noite de sábado e teve magnitude de 5,8, profundidade de 10km e foi localizado há 37km do epicentro do terremoto principal. Não é possível prever o tempo que as réplicas durarão, já que os tremores podem continuar por dias, meses ou até por anos. 

    O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, declarou estado de emergência de um mês horas depois do terremoto. Um hospital haitiano está lotado e não tem suprimentos suficientes.

    De acordo com José Roberto Barbosa, técnico em Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), as réplicas são comuns depois de um terremoto. 

    Pessoas feridas são atendidas em hospital improvisado em Jeremie, no Haiti
    Pessoas feridas são atendidas em hospital improvisado em Jeremie, no Haiti
    Foto: Anadolu Agency via Getty Images (14.ago.2021)

     

    “O Haiti está numa região de falha geológica muito grande, e toda essa região libera eventuais tremores ou terremotos, todos pertencentes à mesma falha, ou seja, ao terremoto principal de 7,2 [graus na escala Richter]”, explicou.

    “Os abalos seguintes ao registro principal, apesar de serem configurados como terremotos, não devem ser englobados como eventos destrutivos, mas sim como secundários. É importante lembrar que o Haiti já havia sofrido outro terremoto em 2010, de 7.0 graus, o que enfraqueceu as estruturas habitacionais e comerciais.”

    (Supervisionado por Carolina Figueiredo)

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