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    Hamas diz ter capturado soldados israelenses em Gaza; Israel nega

    Grupo radical alega que combatentes entraram em confronto com militares em túnel

    Porta-voz das Brigadas Al-Qassam aparece em vídeo exibido na rede Al Jazeera
    Porta-voz das Brigadas Al-Qassam aparece em vídeo exibido na rede Al Jazeera Reprodução/Reuters

    Nidal al-Mughrabida Reuters

    Cairo

    Um porta-voz do braço armado do Hamas disse neste domingo (26) — no horário local — que combatentes do grupo radical capturaram soldados israelenses durante combates em Jabalia, no norte de Gaza, no sábado (25). Militares israelenses negam que isso tenha acontecido.

    Na mensagem gravada, o porta-voz das Brigadas Al Qassam, ala armada do Hamas, não disse quantos soldados foram sequestrados, nem mostrou nenhuma prova da alegação.

    “Nossos combatentes atraíram forças sionistas para uma emboscada dentro de um túnel… Os combatentes [do Hamas] saíram depois de deixar todos os soldados mortos, feridos e capturados”, disse o porta-voz Abu Ubaida no vídeo transmitido pela rede de televisão Al Jazeera no início do domingo, no horário local.

    “A IDF (Forças de Defesa de Israel) esclarece que não há nenhum incidente em que um soldado foi sequestrado”, disseram os militares israelenses em um comunicado.

    O Hamas divulgou um vídeo que parecia mostrar uma pessoa ensanguentada sendo arrastada pelo chão em um túnel, além de fotos de roupas militares e um rifle. A Reuters não pôde verificar independentemente a identidade da pessoa mostrada no vídeo, nem sua condição.

    Os comentários do porta-voz do grupo vieram horas depois que cresceram as expectativas de que haverá uma retomada das conversas por um cessar-fogo. 

    Um funcionário com conhecimento sobre o assunto disse à agência Reuters que as negociações devem ser retomadas na próxima semana. A decisão sobre voltar à mesa de conversas foi tomada depois de um reunião entre o chefe da agência de inteligência israelense Mossad, o chefe da CIA (agência de inteligência americana) e o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani.

    A fonte, que se recusou a ser identificada pelo nome ou nacionalidade, disse que tinha sido decidido que “na próxima semana as negociações serão retomadas com base em novas propostas lideradas pelos mediadores, Egito e Catar e com o envolvimento ativo dos EUA.”

    Contudo, um funcionário do Hamas negou que as negociações seriam retomadas no Cairo na terça-feira (28). Ele disse à Reuters que “não há data”.

    Em meio à indefinição, familiares e amigos de reféns protestaram em diferentes cidades de Israel contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Manifestantes contrários ao governo pediram eleições antecipadas e a saída do premiê. O protesto em Tel Aviv foi dispersado de maneira violenta pela polícia.

    Até agora, mais de 36 mil palestinos já morreram na ofensiva israelente contra o Hamas na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo radical.

    A guerra começou depois que o Hamas atacou comunidades israelenses no dia 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas. Mais de 100 pessoas que foram sequestradas nos ataques continuam reféns em Gaza.