Heróis americanos enfrentaram perigo para fazer o certo, diz Obama sobre 11/9

Em reflexão, ex-presidente dos EUA diz que aniversário de 20 anos do atentado terrorista em Nova York serve para lembrar como tantos norte-americanos se entregaram de maneiras extraordinárias

O ex-presidente dos EUA Barack Obama
O ex-presidente dos EUA Barack Obama Foto: Al Diaz / Miami Herald / Getty Images

Rachel Janfazada CNN

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Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, fez uma reflexão neste sábado (11) sobre o 20º aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro, prestando homenagem aos milhares de norte-americanos que morreram naquele dia e reforçando o compromisso de honrar seu legado.

“Reafirmamos nosso compromisso de manter uma confiança sagrada com suas famílias – incluindo as crianças que perderam os pais e que demonstraram uma resiliência extraordinária”, disse Obama em uma nota divulgada na manhã deste sábado.

“Mas este aniversário também é para refletir sobre o que aprendemos nos 20 anos desde aquela terrível manhã”, continuou.

“Essa lista de lições é longa e crescente. Mas uma coisa que ficou clara no 11 de Setembro – e tem ficado mais claro desde então – é que os EUA sempre foram o lar de heróis que correm em direção ao perigo para fazer o que é certo.”

Quando pensam naquele de 11 de setembro de 2001, Obama disse que ele e a ex-primeira-dama Michelle Obama não ficaram apenas com imagens duradouras de dois aviões atingindo as torres gêmeas do World Trade Center ou os destroços em outros locais de ataque, mas também com a coragem dos primeiros socorristas que agiram naquele dia, nas semanas e meses seguintes.

“São os bombeiros subindo as escadas enquanto outros descem. Os passageiros decidindo invadir uma cabine, sabendo que poderia ser seu ato final. Os voluntários que compareceram aos escritórios de recrutamento em todo o país nos dias que se seguiram, dispostos a colocar suas vidas em risco”, escreveu o ex-presidente.

Essa mesma abnegação, disse Obama, tem sido exibida “repetidamente” nas últimas duas décadas.

“Vimos isso há uma década quando, após anos de persistência, nossos militares trouxeram justiça a Osama bin Laden”, disse Obama, cujo governo rastreou o ex-líder da Al Quaeda, que foi morto durante um ataque dos Seal da Marinha em maio de 2011.

“Estamos vendo isso hoje – nos médicos e enfermeiras, cansados ​​até os ossos, fazendo o que podem para salvar vidas; os membros do serviço, alguns dos quais nem tinham nascido há 20 anos, se colocando em risco para salvar norte-americanos e ajudar os refugiados a encontrar uma vida melhor; os primeiros socorristas lutando contra incêndios violentos e aumento das águas para trazer famílias para a segurança. Eles representam o que há de melhor na América, e o que pode e deve nos unir”, disse ele.

“O 11 de Setembro nos lembrou como tantos norte-americanos se entregam de maneiras extraordinárias – não apenas em momentos de grande crise, mas todos os dias. Nunca vamos esquecer isso e nunca vamos deixar de valorizá-los”, acrescentou Obama.

Neste sábado (11), Obama se juntará ao presidente Joe Biden e ao ex-presidente George W. Bush nos eventos para relembrar a tragédia, reunindo todos os líderes americanos da era pós-11 de setembro, exceto o ex-presidente Donald Trump – que comentará uma luta de boxe no sábado noite –, embora uma fonte tenha dito à CNN que Trump visitará alguns dos locais do 11/9 e que ele gravou um vídeo para ser reproduzido no evento de oração “Let Us Worship” no National Mall.

Cada um dos ex-presidentes pós-11 de setembro desempenhou um papel na resposta dos Estados Unidos à guerra mais longa da história do país.

Desde a retirada de Biden das últimas tropas norte-americanas no Afeganistão, no mês passado, Obama falou pouco sobre sua visão da decisão, mantendo em privado seus pensamentos sobre como a guerra terminou.

Especial

A CNN Brasil apresenta uma programação especial neste sábado(11). Em transmissão simultânea com a CNN americana e com correspondentes espalhados pelos Estados Unidos, serão exibidas todas as homenagens às vítimas do atentado que completa 20 anos. Comandada pelo time de âncoras da CNN, a cobertura especial trará também convidados que analisarão o contexto histórico, os desdobramentos e histórias de quem acompanhou o horror de perto.

(Texto traduzido; leia o original em inglês)

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