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    Hospitais em Gaza “correm risco de se transformarem em necrotérios”, alerta Cruz Vermelha

    Única central elétrica de Gaza parou de funcionar depois de ficar sem combustível, segundo destacou o chefe da autoridade energética do enclave à CNN

    Pierre Meilhanda CNN

    Os hospitais em Gaza “correm risco de se transformarem em necrotérios” à medida que ficam sem energia durante o bombardeio israelense ao enclave, alertou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha nesta quinta-feira (12).

    A crise humanitária está se agravando rapidamente em Gaza, onde agências humanitárias e autoridades de saúde relatam que centenas de milhares de pessoas foram deslocadas devido à escassez de alimentos, água e eletricidade, o que pressiona ainda mais as instalações médicas.

    Veja também — Ataques na Faixa de Gaza matam 11 funcionários da ONU

    “À medida que Gaza perde energia, os hospitais perdem energia, colocando em risco recém-nascidos em incubadoras e pacientes idosos recebendo oxigênio”, disse o diretor regional do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para o Oriente Próximo e Médio, Fabrizio Carboni, em um comunicado.

    A única central elétrica de Gaza parou de funcionar depois de ficar sem combustível, segundo destacou o chefe da autoridade energética de Gaza à CNN na quarta-feira (11).

    As pessoas na área ainda podem usar geradores para obter eletricidade, mas com um bloqueio em todos os lados da fronteira, o combustível necessário para o funcionamento dos equipamentos está acabando, advertiu a autoridade.

    Quase 1.200 pessoas foram mortas em ataques aéreos em Gaza desde sábado, segundo autoridades de saúde palestinas.

    O Hamas mantém até 150 reféns em Gaza, e Carboni afirmou que a Cruz Vermelha está em contato com o grupo e com autoridades israelenses para tratar de sua libertação.

    “Como intermediário neutro, estamos prontos para realizar visitas humanitárias, facilitar a comunicação entre reféns e familiares e facilitar qualquer eventual libertação”, explicou o integrante da Cruz Vermelha.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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