Incêndio atinge uma das fábricas da Serum, instituto indiano de vacina

Segundo o CEO da empresa, Adar Poonawalla, não houve perda na produção dos imunizantes contra o novo coronavírus

Da CNN, em São Paulo

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Um grande incêndio atingiu uma das fábricas da Serum Institute da Índia, maior produtor mundial de vacinas. No entanto, segundo uma fonte próxima à empresa, isso não afetará a produção de vacinas contra o novo coronavírus. Autoridades indianas confirmaram cinco mortos.

A Serum fabrica a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e AstraZeneca, produzidas para a Índia e muitos outros países de baixa e média renda. A empresa também se prepara para produzir uma vacina que está sendo desenvolvida pela empresa Novavax Inc.

O Brasil aguarda o envio de dois milhões de doses pela Índia da vacina de Oxford.

O corpo de bombeiros da cidade indiana de Pune, onde o instituto está localizado, disse à agência Reuters que cinco caminhões de bombeiros foram enviados ao local. Ainda não há informações sobre vítimas ou o que causou o incêndio.

Incêndio em canteiro de obras da Serum Institute da Índia, maior fabricante mund

Incêndio em canteiro de obras da Serum Institute da Índia, maior fabricante mundial de vacinas
Foto: Reuters

O diretor do instituto afirmou que não houve perda de produção da vacina AstraZeneca após o incêndio no complexo. Ele disse ainda que a empresa tem vários edifícios de produção em reserva para lidar com contigências.

“Gostaria de tranquilizar todos os governos e o público de que não houve perda na produção de #COVISHIELD devido ao fato de termos vários edifícios de produção que mantemos em reserva para lidar com tais contingências no @SerumInstIndia”, escreveu Adar Poonawalla, CEO do Instituto Serum, em sua conta no Twitter.

O Palácio do Planalto publicou uma nota em que confirma o incidente e ressalta que não houve dano às vacinas. “Importante esclarecer que não houve prejuízo na produção das vacinas e nem no estoque”, diz.  

Segundo o analista da CNN Igor Gadelha, o Palácio do Planalto e o Itamaraty monitoram o incêndio.

Integrantes do Planalto e do Itamaraty admitem que o incêndio poderá atrasar a exportação para o Brasil dos dois milhões de doses da vacina de Oxford produzidas pelo instituto. Ponderam, contudo, que “ainda é cedo” para cravar essa avaliação.

(Com informações da Reuters)

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