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    Intensidade de fenômenos climáticos pelo mundo preocupa, avalia especialista

    À CNN Rádio, o professor Pedro Luiz Côrtes explicou o que o relatório que aponta ano de 2022 como o quinto mais quente desde que há registros leva em conta

    Alexandros Maragos (Getty Images)

    Amanda Garciada CNN

    A velocidade e intensidade dos fenômenos climáticos pelo mundo tem “surpreendido a comunidade científica”, na avaliação do professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP Pedro Luiz Côrtes.

    Em relatório, o serviço de Monitorização das Alterações Climáticas do Programa de Observação da Terra da União Europeia apontou que o ano de 2022 foi o quinto mais quente no mundo desde que há registros.

    “Isso causa preocupação, essa ocorrência repetitiva e manifestações em todo o planeta relacionadas às mudanças climáticas”, afirmou Côrtes à CNN Rádio.

    O professor explicou que o mundo lida com dois cenários simultâneos relacionados a essas mudanças.

    “Há a ocorrência de novos fenômenos, em regiões que não estavam sujeitas a determinadas situações, como onda de calor no último verão do Canadá, por exemplo.”

    Ao mesmo tempo, “há intensificação de fenômenos que já ocorriam: onde é quente fica mais quente; onde já há chuvas, chove mais, e assim por diante.”

    O professor destaca que a situação é agravada porque “continuamos queimando combustíveis fósseis, desmatando florestar e aumentando a quantidade de gás carbônico na atmosfera.”

    Este quadro pode ser revertido, no entanto, “somente com ação global substituindo combustíveis fósseis por fontes mais limpas e promover sequestro de carbono da atmosfera, com a recuperação das florestas”.

    *Com produção de Bruna Sales