Irã busca mais controle e faz proposta a Omã para reabrir Estreito de Ormuz
Termos defendem que ambos os sentidos do tráfego passem por águas iranianas

O Irã propôs a Omã um arranjo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz, segundo o qual um sentido do tráfego passaria por águas iranianas e parte da rota em sentido contrário também ocorreria em águas iranianas; a informação foi dada à televisão estatal na terça-feira (28) pelo vice-ministro das Relações Exteriores do país, Kazem Gharibabadi.
Gharibabadi afirmou que Teerã rejeitou uma proposta de Omã para uma divisão igualitária das rotas de trânsito entre os dois países, alegando que tal plano não atendia às preocupações de segurança da República Islâmica enquanto não fosse alcançada uma estabilidade regional de longo prazo.
Ele disse que o Estreito de Ormuz permaneceria fechado caso Mascate rejeitasse a proposta do Irã, acrescentando que o país jamais reconheceu a rota sul, ao longo da costa de Omã.
Gharibabadi também declarou que Teerã deixou claro a Mascate que não reconhecia mais o TSS (Esquema de Separação de Tráfego), argumentando que essa via — situada aproximadamente no meio do canal — encontra-se majoritariamente em águas de Omã e contraria a necessidade do Irã de monitorar as embarcações em trânsito, após ter sofrido ataques dos EUA e de Israel no final de fevereiro.
O TSS, adotado pela Organização Marítima Internacional, está atualmente inutilizável devido ao risco de minas e foi substituído pela rota norte, do Irã, e pela rota sul, de Omã.
"Trata-se de segurança nacional, e não de intimidação, pois, quando o TSS operou por 60 anos em águas de Omã, não dissemos nada", afirmou Gharibabadi.
O diplomata iraniano também alertou que o Irã não permitiria que nenhum terceiro país, mesmo que convidado por Omã, realizasse a remoção de minas no Estreito de Ormuz.


