Irã deve controlar a rota de Ormuz negociada com Omã, diz autoridade

Membro da equipe de negociação diz que o plano estabelece um corredor provisório sob predominância de Teerã

Tim Lister e Aida Karimi, da CNN
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O objetivo do Irã nas negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz “é estabelecer arranjos temporários” com duração de um a três meses, “nos quais o Irã seja dominante”, segundo um integrante da equipe negociadora iraniana.

Teerã reiterou que não está negociando com os Estados Unidos sobre o status do estreito, mas buscando um acordo bilateral com Omã, país localizado ao longo da margem sul da passagem marítima.

“A base das negociações é estabelecer arranjos iranianos, porque a segurança, a remoção de minas e os serviços marítimos são administrados pelo Irã”, disse Saeed Ajorlu à emissora estatal iraniana IRIB. “Estamos negociando apenas com o lado omanense.”

Ele acrescentou: “Defendemos que o regime jurídico da passagem pelo Estreito de Ormuz não deve retornar ao estado anterior à guerra”, quando nenhum Estado controlava o tráfego marítimo por essa via estratégica.

Ajorlu afirmou que os Estados Unidos violaram o Artigo 5 do memorando acordado em junho ao abrir um corredor ao sul do estreito, próximo à costa de Omã.

O artigo estabelece que “o Irã envidará seus melhores esforços para garantir a passagem segura de embarcações comerciais, sem cobrança de taxas, por 60 dias, apenas do Golfo Pérsico para o Mar de Omã e vice-versa”.

“O Artigo 5 precisa ser resolvido primeiro”, disse Ajorlu. Segundo ele, outros compromissos previstos no memorando relacionados ao fim da guerra, a um cessar-fogo no Líbano, à suspensão de sanções, à liberação de fundos iranianos congelados no exterior e ao bloqueio americano aos portos iranianos “devem ser tratados antes de avançarmos para as próximas etapas. Ainda não estamos nesse ponto.”

Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a rota negociada com Omã consistirá em um único corredor, em vez de duas rotas — uma próxima à costa iraniana e outra próxima à costa de Omã — que haviam sido discutidas anteriormente.

Ele acrescentou que esse corredor central deverá ser utilizado temporariamente, até que seja alcançado um acordo sobre uma rota permanente.