Irã divulga mapa mostrando área que diz controlar no Estreito de Ormuz
Marinha da Guarda Revolucionária adverte sobre 'sérios riscos' para embarcações que não seguirem protocolos na via

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã divulgou, nesta segunda-feira (4), um novo mapa da área do Estreito de Ormuz sob seu controle, informou a mídia estatal.
A área começa a oeste com uma linha que vai da ponta mais ocidental da ilha iraniana de Qeshm até o emirado de Umm al-Quwain, nos Emirados Árabes Unidos. A leste, a área termina em uma linha que vai do Monte Mobarak, no Irã, até o emirado de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
Não ficou imediatamente claro se e em que medida a área de controle reivindicada foi alterada.
“Embarcações civis e comerciais que seguirem os protocolos de trânsito emitidos pela Marinha da IRGC e coordenarem suas rotas estarão seguras”, disse um porta-voz, segundo a agência de notícias semioficial Fars. “[Mas] qualquer atividade marítima que não esteja em conformidade com essas regras enfrentará sérios riscos”, incluindo a possibilidade de ser interrompida à força, acrescentou o porta-voz.
Pelo menos dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, informou o Exército americano nesta segunda-feira.
"As forças americanas estão auxiliando ativamente os esforços para restabelecer o trânsito para a navegação comercial", afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação na rede social X. "Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança".
A travessia bem-sucedida dos navios pelo estreito ocorre um dia depois do presidente Donald Trump prometer guiar embarcações pela hidrovia, onde o Irã tenta controlar o tráfego marítimo.
O Irã rejeitou o plano de Trump de guiar navios pela passagem, alertando que “qualquer força militar estrangeira, especialmente o exército americano invasor”, será atacada se tentar se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz.
O major-general Ali Abdollahi, porta-voz do comando unificado das forças armadas iranianas, afirmou que o Irã protegerá a segurança do estreito “com toda a sua força”, após os EUA prometerem guiar os navios retidos através do ponto de estrangulamento para o transporte de petróleo.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que os EUA são incapazes de sair do “atoleiro que eles mesmos criaram”.
“A República Islâmica do Irã demonstrou que se considera a guardiã e protetora do Estreito de Ormuz e desta importante via navegável”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.
Baghai acrescentou que Irã e Omã, cuja costa fica no lado sul do Estreito, continuam as negociações sobre a gestão da via navegável. Os dois países têm “uma responsabilidade compartilhada de manter a segurança do tráfego marítimo nesta via navegável estratégica”, disse Baghaei.
Omã não se pronunciou.
Entenda a situação do Estreito de Ormuz
Desde o início da guerra, o Irã bloqueou praticamente toda a navegação de entrada e saída do Golfo, com exceção da sua própria, interrompendo cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás e fazendo com que os preços do petróleo disparassem 50% ou mais.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA), que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.
"Nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval", declarou o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, em comunicado.
*Com informações da CNN Internacional


