Irã executa quatro homens acusados de espionagem para Israel

Relatório de duas organizações aponta 1.639 execuções no país em 2025, o maior número em três décadas

Lauren Kent, da CNN
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O Irã executou quatro homens esta semana, alegando que eles tinham ligações com os serviços de inteligência israelenses, segundo a agência de notícias estatal iraniana Mizan.

O Irã executou Mehdi Farid na terça-feira (21), após as autoridades alegarem que ele forneceu informações confidenciais de âmbito nacional ao Mossad. No início desta semana, outros três homens que o regime descreveu como espiões do Mossad também foram executados: Amirali Mirjafari, Hamed Validi e Mohammad Masoum Shahi.

Teerã tem um longo histórico de alegações de espionagem para Israel, visando a aplicação da pena de morte. O país também realizou execuções este ano de presos políticos, bem como de dissidentes que participaram dos protestos generalizados contra o regime em janeiro.

No ano passado, o país realizou o maior número de execuções em mais de três décadas, segundo um relatório conjunto divulgado no início deste mês pela organização Juntos Contra a Pena de Morte (EPCM), com sede em Paris, e pela organização Direitos Humanos do Irã (IHR), com sede na Noruega.

Pelo menos 1.639 pessoas foram executadas em 2025, segundo o relatório, o maior total anual desde 1989. Devido à falta de transparência no sistema judiciário, o número real pode ser muito maior, afirma o relatório.

“A pena de morte no Irã é usada como ferramenta política de opressão e repressão, com minorias étnicas e outros grupos marginalizados desproporcionalmente representados entre os executados”, afirmou o diretor executivo do grupo de direitos humanos ECPM, Raphaël Chenuil-Hazan, no relatório.

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