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    Israel não está fazendo nada para impedir a saída de brasileiros de Gaza, diz à CNN embaixador de Israel no Brasil

    Daniel Zonshine culpou o Hamas pela demora na saída de estrangeiros

    Fernanda Pinottida CNN

    São Paulo

    O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, disse à CNN, nesta quinta-feira (9), que Israel não está fazendo nada para impedir a saída de brasileiros da Faixa de Gaza e culpou o Hamas pela demora na saída de estrangeiros.

    Segundo fontes da analista de política da CNN Jussara Soares, os brasileiros foram autorizados nesta quinta a deixar o território de conflito através da fronteira com o Egito e devem fazê-lo no próximo sábado (11).

    “Quem domina a Faixa de Gaza é o Hamas”, disse o embaixador. “Nos primeiros dois dias dessa semana não houve nenhuma saída por conta do Hamas, que decidiu que as pessoas não iam sair.”

    Zonshine disse que há “muitos elementos e muitas entidades” envolvidas na saída de estrangeiros de Gaza, e que a operação precisa ser coordenada entre todas elas.

    “Temos que saber a cada dia quantas pessoas podem sair, quem pode sair, qual a logística”, falou. “Tem uma guerra na Faixa de Gaza. Não é tudo que você planeja que dá para implementar”.

    O embaixador também disse que Israel está atuando “dentro da lei internacional” e que tenta agir para causar o mínimo de incidentes envolvendo civis palestinos, mas o Hamas se esconde em meio a população de Gaza. “Não temos intenção de matar os palestinos que não estão envolvidos, só o Hamas”, falou.

    A ofensiva de Israel contra Gaza começou após os ataques do grupo radical islâmico Hamas no dia 7 de outubro, que deixaram cerca de 1.400 israelenses mortos e centenas de reféns.

    Em um conflito que dura mais de um mês, os ataques aéreos e terrestres de Israel já deixaram mais de 10 mil pessoas mortas na Faixa de Gaza.

    Encontro com Bolsonaro

    O embaixador também disse à CNN que o encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na quarta-feira (8) não foi agendado.

    “Ontem nos convidamos parlamentares para uma apresentação de vídeos dos terroristas do Hamas do dia 7 [de outubro]. A ideia era mostrar para o público brasileiro, através dos representantes parlamentares, o que aconteceu no dia 7. Nós convidamos parlamentares e só. Eu não estava na entrada para saber quem estava chegando e não foi nenhum encontro agendado”, falou Zonshine ao ser questionado sobre a presença de Bolsonaro.

    Ele ainda disse considerar “uma loucura” que diante dos vídeos horríveis apresentados aos parlamentares, “tudo que interessa ao mundo político do Brasil é quem sentou perto de mim”.

    A assessoria do ex-presidente já havia informado à CNN que o encontro entre os dois havia sido “fortuito e ocasional”.