Israel negocia com os EUA a continuidade de tropas no Líbano, dizem fontes
Acordo fimado entre Washington e Teerã inclui a proteção da soberania libanesa, mas israelenses não querem retirar soldados do país

Israel está em negociações com os Estados Unidos para manter o destacamento de tropas no sul do Líbano, disseram dois funcionários israelenses à agência de notícias Reuters, nesta quinta-feira (18), incluindo um alto funcionário próximo ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
O funcionário, que falou sob condição de anonimato para discutir as negociações delicadas, fez os comentários um dia depois dos EUA e do Irã assinarem um pacto provisório que exige que as partes garantam "a integridade territorial e a soberania do Líbano".
Israel expandiu sua invasão do sul do Líbano depois que o grupo radical Hezbollah abriu fogo contra Israel em 2 de março, em apoio ao Irã. Desde então, Israel vem realizando uma devastadora campanha aérea e terrestre que, segundo o país, visa erradicar o grupo.
Forças israelenses descrevem o território que ocupou no Líbano, em Gaza e na Síria como "zonas tampão" entre si e seus inimigos, um aspecto central da política de segurança recente de Israel. Netanyahu rejeitou os apelos para se retirar desses territórios.
Um alto funcionário israelense disse à Reuters que Israel estava "conduzindo negociações difíceis" com Washington sobre a continuidade do destacamento de tropas no sul do Líbano.
O oficial afirmou que o país não recuaria em suas posições, incluindo a manutenção das tropas posicionadas na área ao sul do rio Litani, no Líbano.
Um segundo funcionário israelense disse à Reuters que o resultado das negociações dependerá, em última análise, do presidente dos EUA, Donald Trump, "decidir forçar a questão", ameaçando com represálias caso Israel não cumpra os termos do acordo provisório com o Irã.
O gabinete de Netanyahu não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.


