Israel se diz aberto a acordo nuclear “bom” com Irã, mas quer termos mais duros

Primeiro-ministro israelense afirma que o país não vai se opor a um acordo, mas não vê isso acontecendo com a dinâmica atual

Bandeira do Irã em Viena
Bandeira do Irã em Viena 01/03/2021 REUTERS/Lisi Niesner

da Reuters

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O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, disse nesta terça-feira que Israel não se oporá automaticamente a um acordo nuclear com o Irã, mas que as potências mundiais precisam adotar uma posição mais firme.

“Não somos o ‘urso’ que disse ‘não'”, disse Bennett, em uma entrevista à Rádio do Exército de Israel, referindo-se a um personagem contestador da literatura infantil.

Segundo o primeiro-ministro, Israel prefere uma abordagem “mais voltada a resultados”.

“Com certeza pode haver um acordo bom. Conhecemos os parâmetros. Espera-se que isso aconteça agora com a dinâmica atual? Não. Porque precisa haver uma posição muito mais firme”, afirmou.

“O Irã está negociando com uma mão muito fraca. Mas, infelizmente, o mundo está agindo como se o Irã estivesse em uma posição de força”, completou.

Bennett não quis comentar sobre os recursos militares de ataque de Israel contra o Irã, dizendo que prefere a abordagem de “falar pouco e fazer muito”.

Na segunda-feira, o Irã e os Estados Unidos retomaram conversas indiretas em Viena para salvar o acordo nuclear de 2015.

O governo iraniano se concentrou em um aspecto do trato original, a suspensão de sanções contra seu país, apesar do que críticos veem como um progresso tímido na contenção de suas atividades atômicas.

 

 

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