Juiz do Equador ordena prisão de 16 militares por desaparecimento de jovens

Meninos com idades entre 11 e 15 anos desapareceram no início do mês

Yury Garcia, da Reuters
Soldados em veículo blindado patrulham centro histórico da cidade um dia após o presidente do Equador, Daniel Noboa, declarar estado de emergência por 60 dias, em Quito, Equador  • 09/01/2024REUTERS/Karen Toro
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Um juiz no Equador ordenou nesta terça-feira (31) que 16 membros da força aérea do país fossem detidos enquanto promotores investigam a suposta participação no desaparecimento forçado de quatro menores, declarou o gabinete do procurador-geral.

As crianças, meninos entre 11 e 15 anos, desapareceram em 8 de dezembro de um bairro na cidade costeira de Guayaquil.

O caso gerou indignação em todo o Equador, com protestos realizados na capital Quito e em outros lugares para exigir respostas sobre o paradeiro dos quatro garotos.

"Não aceitaremos, estamos bravos e indignados porque o governo e as autoridades não disseram nada", exclamou o aposentado Fernando Bustamante, 70, que estava com outros manifestantes do lado de fora do tribunal em Guayaquil onde o juiz anunciou a decisão.

Os meninos desapareceram em meio à repressão do governo ao crime, com o presidente Daniel Noboa designando cerca de 22 gangues criminosas como organizações terroristas e declarando uma série de estados de emergência.

Permitindo que membros do exército patrulhem as ruas e auxiliem os esforços de aplicação da lei.