Kim quer restaurar linha direta entre Coreias e critica “política hostil” dos EUA

Líder norte-coreano quer restaurar as linhas diretas intercoreanas no próximo mês, mas revela continuidade de ameaças militares dos EUA nas negociações

Kim Jong Un diz que as ameaças militares dos Estados Unidos permanecem inalteradas no governo de Joe Biden nas negociações com a Coreia do Sul
Kim Jong Un diz que as ameaças militares dos Estados Unidos permanecem inalteradas no governo de Joe Biden nas negociações com a Coreia do Sul KRT TV via REUTERS

Sangmi ChaHyonhee Shinda Reuters

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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse que está disposto a restaurar as linhas diretas intercoreanas no próximo mês, mas acusou os Estados Unidos de proporem negociações sem mudarem a “política hostil” em relação país, segundo informou a agência estatal de notícias KCNA na quinta-feira (30) (no horário local).

Em seu discurso na Assembleia Popular Suprema, o recluso Parlamento do país, Kim disse que as ameaças militares dos EUA e a política hostil permanecem inalteradas sob o novo governo do presidente Joe Biden.

O governo Biden afirmou que procurou Pyongyang para quebrar um impasse sobre as negociações que visam desmantelar os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte em troca de alívio das sanções dos EUA.

Mas Kim disse que as ofertas de reengajamento e diálogo são apenas para encobrir a política hostil continuada dos EUA, segundo a KCNA.

Kim expressou disposição de reconectar as linhas diretas intercoreanas a partir de outubro “como parte dos esforços para concretizar as esperanças das pessoas por melhores relações e paz duradoura” entre as rivais.

A Coreia do Norte rompeu as linhas diretas no início de agosto, poucos dias depois de reabri-las pela primeira vez em um ano.

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