Kuwait intercepta ataques de drones do Irã contra infraestrutura do país
Forças dos Estados Unidos preparam novos ataques contra regime iraniano neste fim de semana, dizem autoridades

As forças armadas do Kuwait interceptaram ameaças de drones em seu espaço aéreo na madrugada deste sábado (1º), informou um porta-voz do Ministério da Defesa do país.
Os ataques, descritos pelas autoridades do Kuwait como uma "agressão iraniana", atingiram uma instalação governamental no norte do país, bem como veículos civis, disse o porta-voz em um comunicado.
Não há relatos de vítimas, mas os ataques causaram danos materiais devido à queda de destroços, acrescentou a nota.
Mais cedo, o Estado-Maior do Exército do país orientou os moradores, por meio de uma atualização na rede social X, a seguir as instruções de segurança e esclareceu que quaisquer explosões ouvidas eram resultado das interceptações.
A infraestrutura do Kuwait e as instalações militares dos EUA no país já foram alvos de ataques iranianos anteriores.
EUA planejam novos ataques ao Irã neste fim de semana
Os EUA planejam novos ataques ao Irã já neste fim de semana, enquanto o presidente americano Donald Trump busca uma solução para o conflito, segundo duas autoridades americanas a par dos planos.
A extensão exata dos ataques e os possíveis alvos que os EUA poderiam atingir não estavam claros, e ambas as autoridades ressaltaram que a operação poderia ser cancelada.
Ao falar em uma reunião de gabinete mais cedo nesta sexta-feira (31), Trump sinalizou a possibilidade de novos ataques pesados, ao mesmo tempo em que expressou frustração com os esforços diplomáticos que não surtiram o efeito desejado.
O CENTCOM (Comando Central dos EUA) preparou opções e deixou suas forças de prontidão para uma expansão do conflito, incluindo um bombardeio intenso de duas semanas contra instalações de mísseis do Irã.
Também houve planejamento envolvendo opções para atacar instalações do setor energético, disseram as autoridades.
O governo Trump tem demonstrado cautela quanto a atacar a infraestrutura energética do Irã, receando que Teerã possa retaliar contra instalações de infraestrutura no Golfo e provocar um choque nos mercados globais de energia, que já estão sob pressão devido ao conflito.

