Líder Supremo do Irã não tem um sucessor natural, diz professor
Gunther Rudzit, professor de relações internacionais, alerta que a ausência de um herdeiro claro para Ali Khamenei, que tem mais de 80 anos, pode levar a disputas internas no regime
A fragilidade do regime iraniano pode ser agravada pela falta de um sucessor natural para o líder supremo Ali Khamenei, que já ultrapassou os 80 anos de idade. A ausência de uma liderança clara para substituí-lo poderia resultar em disputas internas e até mesmo em uma guerra civil. Explicação é de Gunther Rudzit, professor de relações internacionais da ESPM, no CNN Novo Dia.
O especialista detalha que o cenário político no Irã é complexo e preocupante. "O filho do Mohammad Reza Pahlavi, o último monarca da família Pahlavi do Irã, tem tentado se colocar como uma liderança, mas ele vive no exílio desde 79. Ele não tem essa entrada e aceitação em todas as camadas da sociedade", afirmou Rudzit.
Disputas internas ameaçam estabilidade
A situação se torna ainda mais delicada quando se considera a idade avançada do atual líder supremo. "Khamenei está com mais de 80 anos e não há um sucessor natural para ele. Por isso mesmo, se ele vier a cair ou a falecer, pode haver uma disputa interna dentro do próprio regime para quem irá sucedê-lo", alertou o professor.
Esta incerteza sobre a sucessão do poder no Irã representa um risco significativo para a estabilidade do país e da região. Rudzit destacou que as tensões internas poderiam se intensificar drasticamente na ausência de uma transição de poder claramente definida.
O regime dos aiatolás, que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979, enfrenta crescentes pressões internas e externas, e a questão sucessória adiciona mais um elemento de instabilidade ao já conturbado cenário político iraniano.


