Líderes internacionais condenam interceptação de flotilha por Israel

O conjunto de embarcações, que transporta medicamentos e alimentos para Gaza, é composta por mais 500 pessoas, incluindo parlamentares, advogados e ativistas

Reuters
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O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shebaz Sharif, condenaram a interceptação israelense da Flotilha Global Sumud nesta quinta-feira (2), por meio das redes sociais.

Segundo os organizadores da missão, forças israelenses pararam 14 barcos transportando ativistas estrangeiros e ajuda humanitária com destino a Gaza na tarde de quarta-feira (1º).

Os presidentes da Bolívia e de Cuba, Luis Arce Catacora e Miguel Díaz-Canel, também expressaram críticas a ação dos militares israelenses.

Outros líderes, como o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, e o primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, expressaram preocupação com os últimos acontecimentos na quarta-feira (1º de outubro). 

 

O líder irlandês disse: "Estou mantendo contato próximo com meus funcionários que trabalham em campo e também conversei com colegas da UE na Flotilha Global Sumud. Os relatos desta noite são muito preocupantes. Esta é uma missão pacífica para lançar luz sobre uma terrível catástrofe humanitária."

A flotilha, que transporta medicamentos e alimentos para Gaza, é composta por mais de 40 barcos civis com cerca de 500 parlamentares, advogados e ativistas.

Além disso, o conjunto de embarcações é o símbolo mais conhecido da oposição ao bloqueio israelense a Gaza.

A Marinha israelense já havia alertado a flotilha de que estava se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio legal, e solicitado que mudassem de curso.

Militares israelenses também se ofereceram para transferir qualquer ajuda pacificamente, por canais seguros, para Gaza.