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    Lituânia culpa Rússia por ataque com martelo contra aliado exilado de Navalny

    Presidente Gitanas Nauseda disse que o ataque ao aliado de Navalny Leonid Volkov foi claramente pré-planejado e vinculado a outras provocações contra a Lituânia

    Leonid Volkov em Vilnius
    Leonid Volkov em Vilnius 5/9/2022 REUTERS/Janis Laizans

    Andrius Sytasda Reuters em Vilnius, Lituânia

    A Lituânia culpou a Rússia, nesta quarta-feira (13), pelo ataque noturno de um agressor armado com um martelo a um dos principais aliados do falecido opositor russo, Alexei Navalny, fora de sua casa em Vilnius.

    O presidente Gitanas Nauseda disse que o ataque ao aliado de Navalny Leonid Volkov foi claramente pré-planejado e vinculado a outras provocações contra a Lituânia.

    “Só posso dizer uma coisa ao [presidente russo Vladimir] Putin: ninguém tem medo de você aqui”, afirmou Nauseda.

    A agência de inteligência do Departamento de Segurança do Estado da Lituânia disse que o ataque provavelmente foi realizado para impedir que a oposição russa influencie a eleição presidencial da Rússia.

    Putin, que está no poder desde a virada do milênio, realiza uma eleição nos próximos dias contra uma oposição simbólica para estender seu governo por mais seis anos.

    O Kremlin vê a equipe de Navalny como “a força de oposição mais perigosa capaz de exercer influência real sobre os processos internos da Rússia”, disse a agência de segurança lituana.

    Não houve comentário imediato de Moscou sobre o incidente.

    O próprio Volkov também apontou o dedo diretamente para Putin.

    Em uma postagem no Telegram, ele disse que havia voltado para casa na manhã de quarta-feira após uma noite no hospital, tendo sofrido fratura no braço e ferimentos causados por cerca de 15 golpes de martelo na perna durante o ataque.

    “Esse é um óbvio e típico ‘olá’ criminoso de Putin, da criminosa Petersburgo”, escreveu Volkov.

    “Continuaremos trabalhando e não nos renderemos”, acrescentou Volkov. “É difícil, mas vamos lidar com isso. É bom saber que ainda estou vivo.”

    O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, chamou o incidente de chocante e disse que os agressores devem “responder por seu crime”. O comissário de polícia da Lituânia, Renatas Pozela, afirmou que a polícia estava dedicando “enormes recursos” para investigar a agressão.

    Ele insistiu que o ataque não significava que o país da União Europeia e da Otan, com 2,8 milhões de habitantes, que faz fronteira com Rússia e Belarus e se tornou uma base para figuras da oposição russa e bielorrussa, não era mais seguro.

    “Este é um evento único que resolveremos com sucesso… Nosso povo não deve ter medo por causa disso”, disse Pozela.