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    Lula pede para a diplomacia brasileira não desistir de mobilização pelo fim da guerra

    Ideia é apresentar uma nova resolução ou um comunicado público assinado pelos países que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU

    Ataque de Israel contra Gaza
    Ataque de Israel contra Gaza 11/10/2023REUTERS/Saleh Salem

    Gustavo Uribe

    Mesmo com o embargo dos Estados Unidos à resolução do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu para a diplomacia brasileira se manter mobilizada pela pacificação do conflito entre Israel e Hamas.

    Segundo relatos feitos à CNN, Lula tem pregado a necessidade de o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) –presidido pelo Brasil durante todo o mês de outubro– não se omitir neste momento.

    Vídeo: Veto mostra que Conselho de Segurança falhou, diz representante do Brasil na ONU

    A ideia é apresentar uma nova resolução ou um comunicado público assinado pelos países que fazem parte do seleto grupo.

    Um dos argumentos utilizados por diplomatas americanos é o de que a resolução brasileira poderia ganhar o apoio dos Estados Unidos em segundo momento. O presidente Joe Biden fora de Israel geraria menos desconforto diplomático para os americanos.

    Lula também tratou sobre a guerra numa reunião por videoconferência com ministros palacianos na manhã desta quinta-feira (19).

    O petista reafirmou a necessidade de integrantes do governo serem cautelosos em afirmações públicas, evitando criar embaraços em momento considerado sensível.

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representará o Brasil na reunião chamada pelo Egito para discutir a situação na Faixa de Gaza. O encontro está marcado para sábado (21).

    O evento foi convocado em meio à escalada do conflito entre o Hamas e Israel. O esforço é na tentativa de evitar que o combate se espalhe pelo Oriente Médio. Além do Brasil e Egito, também devem participar Iraque, Turquia e Catar.

    Lula tem defendido que se aguarde o resultado do encontro para uma nova reunião no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

    A avaliação de integrantes da diplomacia brasileira é de que o conflito em Israel tem mais chances de ser amenizado com tratativas com a comunidade árabe do que no âmbito das superpotências mundiais.