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    Luzes na Torre Eiffel se apagam mais cedo por economia de energia em Paris

    A medida é consequência do corte no fornecimento de gás da Rússia e da disparada dos preços da energia

    Caroline Pailliezda Reuters Paris

    Paris apagará as luzes da Torre Eiffel uma hora antes do normal, diminuirá a temperatura da água nas piscinas municipais e atrasará o aquecimento de prédios públicos para economizar energia neste inverno, disse a prefeita da cidade nesta terça-feira (13).

    As medidas visam atender à meta do presidente Emmanuel Macron de que a indústria, as famílias e as autoridades municipais reduzam seu consumo de energia em 10% em resposta ao corte no fornecimento de gás da Rússia e à disparada dos preços da energia.

    Em toda a Europa, os países estão procurando maneiras de reduzir o consumo de energia e abastecer seus estoques de gás, preparando-se para um possível corte total.

    A França não está tão exposta ao gás russo quanto alguns vizinhos, mas um número recorde de interrupções de reatores nucleares forçou o país a importar energia quando normalmente seria um exportador, exacerbando a pressão sobre os mercados de energia.

    Atualmente, a Torre Eiffel é iluminada até 1h por um sistema de iluminação que lhe confere um brilho dourado. A cada hora, enquanto acesa, ela pisca graças a 20 mil lâmpadas. O desligamento das luzes do monumento às 23:45 significará uma redução de 4% no consumo de energia.

    A prefeita Anne Hidalgo disse que, a partir de 23 de setembro, a iluminação nos prédios públicos de Paris será desligada às 22h, enquanto a temperatura da água nas piscinas será reduzida de 26°C para 25°C. O aquecimento nos prédio públicos será reduzido para 18°C.

    A conta de energia da capital atingirá 90 milhões de euros este ano, 35 milhões a mais do que o habitual, mesmo com contratos de eletricidade e gás de longo prazo protegendo as autoridades do pior dos aumentos de custos.