Maduro tem "imunidade diplomática", diz procurador-geral da Venezuela

Tarek William Saab pediu a juiz encarregado do caso que respeite o direito internacional e que acabe com as violações de direitos humanos cometidas contra o ditador

Uriel Blanco, da CNN
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O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, exigiu a libertação do ditador Nicolás Maduro, dizendo que ele tem “imunidade diplomática”.

Tarek pediu ao juiz americano Alvin K. Hellerstein, que está encarregado do caso de Maduro nos EUA, a “respeitar o direito internacional e proceder ao reconhecimento da falta de jurisdição do tribunal sob seu comando para julgar o líder de uma nação soberana, que é protegida pela imunidade diplomática, repito, como chefe de Estado”.

Ele também solicitou que Hellerstein cessasse "todas as violações dos direitos humanos que foram cometidas contra o presidente, sua esposa e, obviamente, contra o povo venezuelano”.

Maduro e sua esposa Cilia Flores se declararam inocentes na segunda-feira (5) durante a primeira audiência no tribunal em Nova York. Ambos enfrentam acusações relacionadas ao narcotráfico.

Saab também anunciou a nomeação de responsáveis ​​para investigar as “dezenas” de mortes resultantes do ataque dos Estados Unidos.

“Nós, como Ministério Público, nomeamos três promotores para investigar as dezenas de vítimas civis e militares inocentes que ocorreram durante este crime de guerra, esta agressão sem precedentes contra a pátria venezuelana”, disse.

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