Mãe e quatro filhas separadas na fronteira dos EUA em 2018 contam o que perderam

O mundo ouviu relatos de crianças traumatizadas, pais desesperados por respostas e equipes de busca vasculhando México, El Salvador, Honduras e Guatemala atrás de mães e pais desaparecidos

Catherine E. Shoichet, Madeleine Stix e Ana Maria Luengo-Romero, da CNN
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Casandra grita com sua irmã enquanto corre para o quarto.

“Ela respondeu!”

É um alívio. Afinal, às vezes, as ligações para Honduras caem ou não são atendidas.

O ônibus escolar vai chegar em menos de uma hora. E a menina de 10 anos ainda não sabe o que vestir. Ela apoia o telefone na cama, ao lado de um brinquedo de pelúcia da Minnie Mouse, e mostra uma legging preta para a câmera.

Do outro lado da ligação, a cerca de 3,2 mil quilômetros de distância, sua mãe aperta os olhos para ver melhor.

“E que camisa você está vestindo?”, pergunta.Parte inferior do formulário

Casandra desdobra rapidamente a peça e a exibe para a câmera. Ela recebe um olhar cético em resposta.

“O que mais você tem?”, a mãe pergunta.

Casandra diz que não sabe ao certo. A menina vai até um armário próximo, passando pelas fileiras preenchidas por seus tênis favoritos e a camisetas com a estampa da cantora Selena de sua irmã, puxando uma cadeira de madeira atrás dela. Ela está muito mais alta agora do que da última vez que abraçou a mãe – mas ainda não alta o suficiente para alcançar a prateleira de cima sozinha.

É o início de junho. A última vez que Casandra e sua mãe estiveram juntas foi em 23 de maio de 2018 – mais de três anos atrás. Em centros de detenção ao longo da fronteira EUA-México, famílias como a delas foram divididas.

As autoridades norte-americanas separaram Casandra e suas três irmãs mais velhas de sua mãe, Juana, naquele dia. Casandra soluçou e disse que não queria ir embora sem ela. Tinha, então, 7 anos.

Duas semanas depois, as meninas foram morar com seu pai biológico nos Estados Unidos. As autoridades acabaram mandando Juana, a mãe, de volta para sua Honduras natal.

Desde então, momentos como esse se tornaram uma das poucas maneiras pelas quais mãe e filhas podem manter contato.

Casandra apoia o telefone novamente, desta vez contra uma pilha de camisetas. Juntas, ela e sua mãe escolhem um suéter para completar seu look.

Normalmente, elas conversariam por mais 30 minutos e talvez até rabiscassem juntas enquanto Casandra esperava seu ônibus. Mas, nesta manhã em particular, a mãe tem uma consulta e não pode ficar ao telefone.

“Eu te amo muito”, diz ela à filha. "Agora desligue”.

“Não, você desliga”, Casandra responde. “Eu não quero”.

É o que dizem quando falam quase todos os dias.

Ninguém quer encerrar a chamada.

A vida antes também não era fácil

Juana já era mãe de quatro filhas aos 28 anos.

Em Honduras, ela e suas filhas acordavam cedo todas as manhãs. A mais velha, Montserrat, fazia baleadas – um prato tradicional hondurenho feito de tortilhas caseiras, feijão e queijo – para as irmãs, enquanto Juana escovava o cabelo da caçula Casandra e preparava ela e as outras meninas para a escola.

Elas estavam juntas, mas a vida não era fácil. Juana raramente tinha dinheiro para o lanche das meninas na escola, e as baleadas costumavam ser a última coisa que comiam até a noite.

Então, em setembro de 2016, Juana foi agredida. Ela denunciou o agressor à polícia, o que resultou em ameaças de violência por parte da família do homem. Ela mudou de residência várias vezes, mas seus algozes a encontraram e as ameaças continuaram.

Em 2018, temendo por sua segurança, Juana pegou suas quatro filhas e fugiu para o norte.

No dia 22 de maio daquele ano, mãe e filhas chegaram a uma passagem de fronteira em El Paso, Texas, onde tiveram de se entregar às autoridades, segundo Al Otro Lado, uma organização que tem trabalhado para reunir Juana e outras famílias que foram separadas na fronteira.

No dia seguinte, as autoridades as separaram. Um funcionário da imigração disse às meninas para darem um último abraço na mãe.

Esse momento está gravado na memória de Juana.

“Essa é a maior ferida. E, quando me lembro, sinto como se estivesse acontecendo de novo”, contou. “É algo que acho que não vou esquecer”.

Antes de se separarem, Juana nunca havia passado um dia longe das filhas.

Depois disso, ela as viu apenas através de um telefone, seus adorados rituais familiares reduzidos a imagens e vozes em uma tela minúscula e brilhante.

Como as separações na fronteira afetam as famílias

As consequências devastadoras das separações familiares do governo Trump na fronteira foram bem documentadas. O mundo ouviu relatos de crianças traumatizadas, pais desesperados por respostas e equipes de busca vasculhando México, El Salvador, Honduras e Guatemala atrás de mães e pais desaparecidos.

Outras cenas, mais felizes, de reuniões alegres em aeroportos, também começaram a surgir.

Mas é raro ver o que essas separações significam, dia após dia, para as pessoas que as vivem.

Para ter uma ideia melhor do que milhares de famílias estão enfrentando, a CNN começou a falar no primeiro semestre com Juana e suas quatro filhas: Cassandra, agora com 11; Julieta, 16; Abril, 18; e Montserrat, 20.

Mãe e filhas concordaram em compartilhar suas histórias, mas pediram que seus rostos não fossem mostrados e que sua localização nos Estados Unidos não fosse revelada. As filhas também pediram para serem identificadas apenas por pseudônimos para proteger sua segurança, porque seus casos de pedido de asilo ainda estão pendentes.

Dois dias antes de nossa primeira entrevista presencial, elas souberam que estariam entre as primeiras contempladas por uma força-tarefa do governo Biden para reunir famílias que foram separadas durante a era Trump.

Em entrevistas, as meninas e suas mães descreveram como os anos de separação as moldaram e os medos que ainda têm em relação ao futuro.

Algumas de suas histórias mais fortes vieram de detalhes pessoais de suas vidas diárias: as pequenas maneiras como tentavam ficar perto mesmo quando havia milhares de quilômetros entre elas.

Os brincos que a mãe usava no dia em que se separaram

Montserrat guarda as cintilantes tachas de prata como um tesouro.

Ela é a mais velha das quatro irmãs. No dia em que sua família foi levada, ela tentou ser forte por suas irmãs. Não deu um abraço de despedida na mãe. Em vez disso, ela pegou os brincos que Juana estava usando e prometeu mantê-los em segurança.

Ela tinha 16 anos à época. De certa forma, os últimos três anos foram muito parecidos com aquele momento em que se despediram na fronteira.

Montserrat chorou ao nos contar como, todos os dias, ela tenta não cometer erros na frente de suas irmãs ou deixá-las ver o quanto ela sofre. Como irmã mais velha, ela assumiu muitos dos papéis que sua mãe desempenhou quando moraram juntas em Honduras. E ela sabe que precisa dar um bom exemplo, especialmente para a caçula Casandra.

“Há coisas que não posso dizer porque ela é minha irmã mais nova e não quero que ela carregue meus problemas. Isso é o que qualquer mãe ou pai faria, certo? Você se sente mal, mas não demonstra isso na frente dos outros”.

A irmã mais velha e a mais nova dividem um quarto. Na parede, um pôster diz: “Ela é a combinação perfeita de princesa e guerreira”. Ao lado de sua cama, Montserrat mantém brincos em cima de uma pilha de livros.

Ela adora usar brincos. Mas nunca aqueles que sua mãe entregou naquele dia na fronteira – eles devem ficar protegidos e seguros, cuidados do mesmo jeito que ela zela por suas irmãs.

O telefone como um lembrete constante de tudo que ela havia perdido

Juana está deitada na cama, seu Samsung Galaxy rosa na mão. Os cantos da capa do celular estão se desgastando nas áreas onde ela o segura.

“Deus te abençoe, meu amor. Como você está?”, pergunta enquanto o rosto de cada filha aparece na tela.

Casandra desenrola um novo pôster que acabou de ganhar da pop star Billie Eilish.

“Quem é essa?”, pergunta a mãe. “E o que aconteceu com você? Você tem um hematoma no braço”.

Casandra é o bebê da família, mas não é mais a garotinha que sua mãe abraçou na fronteira há mais de três anos.

De todas as coisas que Juana perdeu, o que mais dói é não ter estado presente nos aniversários e datas comemorativas da caçula. Os bolos que elas não comeram juntas. As canções que não cantaram. Os pequenos momentos que ela nunca conseguiu compartilhar.

“Perdi toda a infância dela”, lamenta a mãe.

Nos últimos três anos, em Honduras, Juana viveu escondida de seu agressor e da família dele. Suas únicas conexões com o mundo exterior são o que ela vê da janela de seu apartamento e o que ela vê em seu telefone.

Chamadas e mensagens de suas filhas a sustentam e a lembram do que ela perdeu. Ela ouve sobre o dever de casa. Ela as observa andando de skate pela rua.

Às vezes, a distância era demais para suportar.

Certa manhã – que era justamente um Dia das Mães –, ela se sentiu arrasada pela solidão e desligou o telefone. Com pena de si mesma, quis punir as meninas porque sentia que elas não a amavam mais. Não importa quantas mensagens elas trocassem, nunca seria o mesmo de quando viviam juntas sob o mesmo teto.

Naquela noite, Juana percebeu que estava deixando a depressão turvar seu julgamento. Ela ligou o telefone novamente, e as mensagens de amor e preocupação de suas filhas começaram a inundar seu telefone.

As meninas brigaram por essa foto quando a encontraram

Antes de chegarem aos Estados Unidos, elas nunca souberam da existência da foto. Mas quando a encontraram no apartamento do pai, rapidamente se tornou um bem precioso.

Era a única foto impressa que elas tinham da mãe e elas gostaram da novidade.

Juana tinha apenas 24 anos na época, vestindo uma camiseta rosa e uma saia branca com babados, em pé, olhando para a câmera com uma expressão séria.

No começo, Abril e Julieta guardaram a foto no quarto. Então Montserrat e Casandra a pegaram, até que Abril e Julieta a roubaram de volta.

No fim, o pai teve que guardar a foto para que as irmãs parassem de brigar.

Mas Montserrat ainda olha para a foto em busca de força.

"Mesmo que ela esteja longe, olhando para ela, eu sinto que ela está aqui. Mesmo que ela não esteja presente, seu espírito está. Sua energia positiva. Suas broncas. Seu conselho”.

Os prêmios na parede das meninas eram um lembrete

Montserrat morava nos Estados Unidos há apenas um ano quando ouviu a notícia de que receberia um prêmio importante na escola.

A distinção agora está pendurada na parede da sala de estar de sua família e é motivo de orgulho.

Mas Montserrat vê outra coisa quando ela olha para ela.

Ela ainda se lembra do dia em que parou na frente da escola e aceitou o prêmio com apenas um primo presente para parabenizá-la. Seu pai teve que trabalhar naquele dia. Sua mãe estava a um continente de distância.

“Estou em um novo país, aprendendo coisas novas, um novo idioma e algo assim é lindo. mas infelizmente elas não estavam lá para ir comigo”.

A música moldou o tempo juntas e separadas

Quando moravam juntos em Honduras, a música sempre enchia a casa. A trilha incluía baladas românticas de cantores mexicanos e melodias pop animadas para começar a manhã.

Agora, tudo está muito mais silencioso. Em alguns dias, os únicos sons são o clique-clique-clique do ventilador de teto, o chilrear dos pássaros do lado de fora e os rugidos e roncos regulares dos motores na rua.

Mas a música ainda encontra uma maneira de atravessar os quilômetros que os separam. Juana liga para as meninas e canta para elas no aniversário delas. E, no Dia das Mães, elas cantam para ela “El Himno a la Madre”, uma canção que aprenderam na escola em Honduras.

Às vezes, elas trocam músicas entre si como forma de recordação.

Recentemente, Montserrat enviou uma canção pop do cantor cubano Lenier, chamada “Como Te Pago” ou “How Can I Pay You?”

Antes eu te chamava de Mommy, agora te chamo de Mamá

Obrigado por me ensinar a falar e andar

Mãe preciosa da minha vida, nunca me deixe

Porque eu vou chorar e chorar se você me deixar

Juana chorou ao ouvir as palavras.

Por anos elas oraram por uma reunião

Juana se senta em um banco de sua igreja, junta as mãos e pede ajuda a Deus.

Por minha filha mais velha, cuide dela por mim

Proteja-a por mim

Ilumine cada passo que ela dá.

Este é o único lugar em sua cidade hondurenha onde Juana se sente segura para ir todas as semanas. É onde ela busca consolo em seus dias mais sombrios.

Mesmo assim, observar famílias entrando na igreja nas manhãs de domingo também a enche de tristeza. Antes, ela também ia à igreja com a família. Agora ela ora sozinha.

Assim que fica sabendo que logo poderá viajar para os Estados Unidos graças ao novo programa do governo, ela acha bom demais para ser verdade. Tem medo de que algo dê errado em sua entrevista na embaixada na semana em que a fotografamos na igreja. E ora para que Deus ilumine o caminho à frente.

Em seu apartamento a um continente de distância, suas filhas têm esperança.

Uma grande cruz de madeira fica na saliência entre a cozinha e a sala de estar. “Reze muito, preocupe-se pouco”.

Por anos, Montserrat orou (na igreja e em casa) para que Deus devolvesse sua mãe para elas.

Ela sempre ouviu que a fé pode mover montanhas. E, finalmente, parece que é verdade.

Então veio a notícia que estavam esperando

No início de junho, Juana recebeu um telefonema de seu advogado da organização Al Otro Lado. Seu pedido de liberdade condicional humanitária, que lhe permitia voltar a entrar nos Estados Unidos por 36 meses, foi aprovado. Ela poderia viajar para os Estados Unidos muito em breve.

Depois de três longos anos separados, os dias de repente passaram rapidamente.

As últimas semanas de Juana em Honduras foram repletas de despedidas de familiares e uma viagem à capital para ir à embaixada. Nos Estados Unidos, suas filhas sabiam que sua mãe chegaria em breve, mas não sabiam quando.

Então Montserrat recebeu uma mensagem de sua mãe: ela chegaria no dia seguinte. “Não havia tempo para planejar nada”, lembrou a filha mais velha. “Tudo foi muito rápido”.

No dia 19 de junho, dia da chegada da mãe, as meninas foram a uma loja e compraram um buquê das flores mais lindas que encontraram, além de um monte de balões. Em sua excitação, elas perderam alguns dos balões enquanto corriam com pressa.

Juana desceu do avião e foi para a esteira de bagagens. Sentiu-se como se estivesse sonhando quando avistou suas filhas. As três mais velhas eram agora mais altos do que ela, uma prova de seu agonizante tempo separadas.

“Foi um momento de felicidade. De tanta alegria. E ao mesmo tempo, dor”.

As três filhas mais velhas foram as primeiras a abraçar a mãe, envolvendo-a em um abraço coletivo. Casandra hesitou. Não havia espaço para ela. Ela se abaixou sob o emaranhado de braços e se apertou ao lado de sua mãe.

Uma mistura de emoções foi derramada.

“Parecia o início de uma nova vida. Uma nova etapa”, contou Montserrat, sempre atenta aos anos perdidos. “É um tempo que não volta mais, mas agora estamos aqui e a única coisa a fazer é seguir em frente”.

A vida nova é cheia de alegria

Juana agora mora com as filhas e o pai delas em um apartamento de três quartos no andar térreo de um complexo numa região de subúrbio.

Ela divide a cama com Montserrat e acorda todas as manhãs olhando para o rosto adormecido de sua filha mais velha. Casandra dorme no mesmo quarto, a apenas alguns metros de distância. Julieta e Abril dividem outro quarto.

Juana olha para o rosto das filhas todas as manhãs e seu coração se enche de alegria.

Todas têm um novo ritual de hora de dormir também.

“À noite, antes de eu ir para a cama, elas vêm para a minha cama, me beijam e abraçam e me desejam ‘boa noite’. Fico feliz. Não há um dia desde que eu cheguei que elas não tenham vindo me dar um beijo de boa noite antes de eu dormir”.

No primeiro dia que ela esteve aqui, fez para as meninas suas famosas baleadas. Montserrat diz que viu sua irmã Julieta comer cerca de 20 delas.

Juana trabalhava como cozinheira em Honduras e ela e as filhas conversaram sobre como abrir seu próprio negócio, vendendo comida.

Ter sua mãe de volta tornou a vida de Montserrat muito mais fácil. Juana agora cuida de muitas das responsabilidades que a primogênita assumiu enquanto elas estavam separadas - cozinhar, limpar e levar Casandra para o parque local.

E é assim que Juana quer que seja. Ela se sente culpada por sua filha mais velha ter que enfrentar tantas coisas em tão tenra idade.

“Quero recompensá-la por assumir meu emprego, minha responsabilidade de mãe”, relatou. “Ela precisa fazer uma pausa, porque merece”.

Mas as feridas invisíveis permanecem

Por enquanto, a vida é boa. Mas isso não compensa o tempo que perderam – e a memória daquele momento doloroso em que foram dilaceradas.

“Nenhuma de nós vai se esquecer. Que eles nos separaram. Que choramos. Quem vai nos devolver as lágrimas? Quem vai nos devolver a tristeza que sentimos?” lamentou Montserrat. "Nada será capaz de curar as feridas, porque são como cicatrizes”.

Graças à força-tarefa federal, Juana obteve três anos de condicional e um visto de trabalho. Seus defensores esperam que o governo Biden encontre uma solução que mantenha sua família unida, incluindo o status legal permanente nos Estados Unidos.

Isso traria um grande alívio para Juana e suas filhas. A mãe diz que parte seu coração ouvir suas filhas falarem sobre o trauma emocional de ficarem separadas da mãe. Ela também carrega as cicatrizes da divisão.

“Nenhum pai quer abandonar seu filho. É um grande sofrimento. É uma agonia que a gente sente”.

No entanto, para Montserrat, há uma pequena fresta de esperança. Ela diz que agora valoriza ainda mais a mãe.

“Por telefone, não dá para compartilhar um abraço. Por telefone, você não pode viver momentos como os que vivemos agora”, contou a filha mais velha. "Pode-se dizer que tudo foi uma experiência terrível, mas, ao mesmo tempo, muito bonita para mim porque comecei a valorizar mais a minha mãe. Talvez antes eu não a valorizasse o suficiente como agora. Agora, eu não quero que ela vá embora”.

A família ainda está se adaptando à sua nova vida depois de tanto tempo separadas. Depois do que passaram, elas também estão preocupadas com o que o futuro pode trazer.

Mas se consolam em saber que, aconteça o que acontecer, elas enfrentarão juntas.

Orlando Ruiz, Jeremy Moorhead e Brandon Griggs da CNN contribuíram para esta história.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês).