Mais de 1.400 africanos lutam pela Rússia na guerra, afirma Ucrânia
Ministro das Relações Exteriores ucraniano alegou que pessoas são recrutadas através de propostas "equivalentes a uma sentença de morte"

Mais de 1.400 cidadãos de mais de 30 países africanos estão lutando ao lado das forças russas na Ucrânia, disse o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andriy Sybiha, nesta sexta-feira (7).
Autoridades da Ucrânia afirmam que a Rússia tem tentado reforçar as tropas recrutando combatentes de diversos países, às vezes por meio de propostas "evasivas".
O chanceler ucraniano alegou que a Rússia está aliciando africanos para assinarem contratos que ele descreveu como "equivalentes a uma sentença de morte". Assim, pediu que os governos africanos alertem os cidadãos.
"Os cidadãos estrangeiros no Exército russo têm um destino triste. A maioria deles é imediatamente enviada para os chamados 'ataques de carne', onde são rapidamente mortos", escreveu Sybiha no X.
A África do Sul afirmou na quinta-feira (5) que investigará como 17 de seus cidadãos se juntaram às forças mercenárias depois que os homens enviaram pedidos de socorro para voltar para casa.
E o Quênia afirmou no mês passado que algumas pessoas foram detidas em campos militares por toda a Rússia depois de, sem saber, se envolverem no conflito.
Sybiha afirmou que o número total de africanos pode ser superior aos 1.436 identificados, originários de 36 países, e que a maioria dos mercenários estrangeiros sob custódia ucraniana foi capturada durante a primeira missão de combate.
O ministro das Relações Exteriores disse que a Ucrânia fornecerá informações mais específicas sobre os países e regiões de onde a Rússia recrutou tropas.


