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    Mais de 150 mil pessoas fugiram da Ucrânia, diz comissário da ONU para refugiados

    Segundo a organização, o maior fluxo de refugiados é em direção à Polônia, mas há muitas pessoas indo para a Hungria, Moldávia e Romênia

    Ucranianos descansam em abrigo montado para refugiados em Zahony, na Hungria, após Rússia lançar uma grande ofensiva militar contra a Ucrânia
    Ucranianos descansam em abrigo montado para refugiados em Zahony, na Hungria, após Rússia lançar uma grande ofensiva militar contra a Ucrânia 25/02/2022 REUTERS/Bernadett Szabo

    Sahar Akbarzaida CNN

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    O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados, Filippo Grandi, disse no sábado (26) que mais de 150 mil pessoas foram forçadas a fugir da violência russa na Ucrânia.

    “Mais de 150.000 refugiados ucranianos já cruzaram a fronteira para países vizinhos, metade deles para a Polônia e muitos para a Hungria, Moldávia, Romênia e além”, afirmou.

    “O deslocamento na Ucrânia também está crescendo, mas a situação militar torna difícil estimar números e fornecer ajuda”, acrescentou Grandi pelo Twitter.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

    Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

    O que se viu a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

    De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

    Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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