Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Mais de 4 mil pessoas foram afetadas pelo deslizamento na Papua-Nova Guiné

    Autoridades estimam que centenas de pessoas podem ter morrido soterradas

    Consequências de um deslizamento de terra em uma aldeia remota da Papua-Nova Guiné
    Consequências de um deslizamento de terra em uma aldeia remota da Papua-Nova Guiné ANDREW RUING

    Sam McKeithda Reuters

    Sydney. Austrália

    Mais de 4 mil pessoas provavelmente foram impactadas por um grande deslizamento de terra que atingiu uma aldeia no norte da Papua-Nova Guiné na sexta-feira (24), disse o grupo humanitário CARE Australia.

    Autoridades do país, que fica na Oceania, acrediam que centenas de pessoas podem ter morrido na tragédia. A terra e a lama cobriu as moradias da aldeia de Kaokalam na província de Enga, cerca de 600 quilômetros da capital Port Moresby, por volta das 3h00 da manhã, quando as pessoas estavam dormindo.

    Em outro deslizamento, mais de 300 pessoas podem ter morrido quando a terra cobriu cerca de 1.100 casas de seis aldeias na região de Mulitaka, segundo o Departamento de Relações Exteriores e Comércio da Austrália.

    A CARE Australia disse no final do sábado (25) que quase 4 mil pessoas viviam na zona de impacto, com o número total de pessoas afetadas provavelmente maior, já que a área era “um local de refúgio para os deslocados por conflitos” em áreas próximas.

    Em fevereiro, pelo menos 26 homens foram mortos na província de Enga em uma emboscada em meio à violência tribal que levou o primeiro-ministro James Marape a dar poderes de prisão aos militares do país.

    A organização australiana disse ainda que o deslizamento de terra de sexta-feira (24) deixou detritos de até oito metros de altura em 200 quilômetros quadrados, cortando o acesso à estrada, o que tem dificultando os esforços de socorro.

    Helicópteros foram a única maneira de chegar à área, de acordo com a Australian Broadcasting Corp, que informou que quatro corpos foram recuperados dos escombros no sábado.

    “Mais casas podem estar em risco se a terra continuar descendo a montanha”, disse um porta-voz da CARE em um comunicado.

    O primeiro-ministro disse que funcionários especializados em desastre, a Força de Defesa e o Departamento de Obras e Rodovias trabalham nos esforços de socorro e recuperação.