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    Manifestantes contra a reforma judicial de Israel marcham rumo a Jerusalém

    Centenas de pessoas se reuniram no principal acesso à cidade, horas antes da votação que pode limitar os poderes da Suprema Corte, em manobra política do premiê Benjamin Netanyahu 

    Da CNN

    Centenas de israelenses que se opõem ao plano de reforma judicial do governo estavam marchando sob um Sol escaldante na principal rodovia para Jerusalém na expectativa de angariar apoio antes da votação do projeto na próxima semana.

    Os manifestantes, muitos deles carregando bandeiras nacionais e cantando “Democracia!”, partiram de Tel Aviv no sábado para a caminhada de 66 km, na maior parte com subidas, ao longo da Estrada 1, parando apenas para acampar durante a noite em parques ou fazendas próximas.

    Eles planejam chegar a Jerusalém e se reunir fora do Parlamento enquanto os parlamentares começam a ratificar um projeto de lei que limitaria os poderes da Suprema Corte em anular decisões do Executivo – e que os críticos veem como um freio à independência judicial.

    “Vamos simbolizar o fato de que queremos reunir as pessoas e garantir que o país ou o Estado não caia”, disse a líder do protesto Shikma Bressler.

    A coalizão religioso-nacionalista do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu diz que a reforma é necessária para equilibrar os ramos do governo. No entanto, as pesquisas de opinião sugerem dúvidas generalizadas entre os israelenses, já que a reforma planejada prejudicaria a economia.

    Reservistas contra reforma

    O primeiro-ministro de Israel prometeu reprimir as ameaças de não comparecimento ao serviço militar por reservistas que se opôem a seu plano de reforma judicial, dizendo que tais ações são antidemocráticas e arriscam encorajar os inimigos do país.

    Com a coalizão religioso-nacionalista decidida a ratificar uma importante reforma judicial antes do recesso parlamentar de 30 de julho, a oposição intensificou uma campanha de protesto e alguns reservistas ameaçaram recusar convocações.

    A ameaça abalou um país para o qual o exército regular, que recorre a reservistas em tempos de guerra e exige que eles passem por treinamento regular, foi por muito tempo uma questão apolítica.

    O projeto de reforma, que restringe alguns poderes da Suprema Corte de Israel e deve ser ratificado na próxima semana, “abrirá um caminho direto para a ditadura”, disse uma carta assinada por 1.700 ex-oficiais da Força Aérea, incluindo 27 generais da reserva, publicada no jornal israelense Yedioth Ahronoth na quarta-feira.

    Um ex-oficial da Força Aérea que chefia um grupo de pilotos e navegadores reservistas que se opõe à reforma judicial disse que nenhum deles recusou convocações. Alguns deles ameaçaram anteriormente ficar longe dos voos de treinamento, dos quais as tripulações aéreas de reserva devem participar semanalmente como voluntários.

    Netanyahu, em julgamento por acusações de corrupção que ele nega, apoia as mudanças judiciais como uma restauração do equilíbrio entre os ramos do governo.

    (Publicado por Fábio Mendes, com informações da Reuters)