Marinheiro caiu ao mar ao pular de contratorpedeiro dos EUA, dizem fontes
Embarcação faz parte do grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, onde outro marinheiro também se jogou na água

Um segundo marinheiro que atuava como parte do grupo de ataque do USS Abraham Lincoln no Oriente Médio caiu no mar na primavera passada, apurou a CNN, com outro marinheiro que serve atualmente no Lincoln e duas autoridades dos EUA.
O tripulante que caiu no mar servia no USS Frank E. Petersen Jr., um contratorpedeiro que integra o grupo de ataque do Lincoln, disse uma das autoridades, acrescentando que o incidente ocorreu em 12 de abril.
O marinheiro foi resgatado e levado para o Lincoln para receber tratamento médico antes de ser transportado de avião para fora do porta-aviões para cuidados adicionais, disseram o marinheiro do Lincoln e uma das autoridades ouvidas pela CNN.
Não ficou imediatamente claro se o marinheiro havia pulado na água ou se havia caído acidentalmente.
O incidente de queda no mar envolvendo o contratorpedeiro Petersen é o primeiro relatado em qualquer um dos outros navios do grupo de ataque do Lincoln.
A CNN foi a primeira a noticiar o caso de um marinheiro que, segundo autoridades, pulou na água a partir do Lincoln no início de agosto, durante um incidente relacionado à saúde mental.
O tripulante do Lincoln que descreveu o resgate do marinheiro do contratorpedeiro Petersen disse que também testemunhou o incidente de agosto, afirmando que "viu o marinheiro correr e pular com os próprios olhos". Ele descreveu o marinheiro na água tirando o colete salva-vidas e as botas enquanto se mantinha à tona.
Marinheiros caem na água acidentalmente de vez em quando, e navios em missão também enfrentam regularmente questões relacionadas à ideação e às tentativas de suicídio.
Todos os navios realizam exercícios de "homem ao mar" para responder a qualquer um desses cenários.
Uma autoridade da Marinha minimizou os relatos sobre uma crescente crise de saúde mental a bordo do navio, declarando em um comunicado:
"Não observamos um aumento na ideação ou nas tentativas de suicídio a bordo do navio. Levamos a sério o bem-estar de todos os militares e dispomos de profissionais religiosos, médicos e de saúde mental para avaliar e tratar as questões à medida que surgem."
A CNN entrou em contato com a Marinha e o Comando Central dos EUA a respeito do incidente com o marinheiro que pulou do navio do grupo de ataque, mas não obteve resposta antes da publicação desta matéria.
Entenda a crise envolvendo marinheiros americanos no Oriente Médio
O Pentágono decidiu substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington na guerra do Oriente Médio. A mudança ocorre em meio à pressão de congressistas democratas e relatos de exaustão da tripulação do Lincoln, que acumula mais de 250 dias de missão contínua desde que partiu de San Diego em novembro passado.
A substituição coincide com denúncias reportadas por veículos especializados sobre o colapso psicológico a bordo. Marinheiros e familiares relataram episódios de desespero devido ao tempo prolongado no mar, incluindo múltiplas tentativas de tripulantes de pular na água e um incidente em que um militar caiu no mar e precisou ser resgatado.
O Pentágono sustenta que a troca de embarcações já estava planejada. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, rebateu as acusações, afirmando que os relatos de condições precárias foram "totalmente distorcidos" e destacando o empenho da tropa em missões longas e com poucas paradas em portos.
Saiba mais sobre o porta-aviões USS Abraham Lincoln
O porta-aviões USS Abraham Lincoln será substituído pelo USS George Washington no Oriente Médio após denúncias de uma grave crise a bordo. Há mais de 250 dias em operação contínua e sem atracar em portos há mais de 200 dias, os cerca de 5 mil marinheiros enfrentam exaustão, racionamento de água e comida, além de problemas de saúde mental.
Comissionada em 1989, a gigantesca embarcação movida a energia nuclear tem 335 metros de comprimento e capacidade para operar 90 aeronaves. O navio atua nas operações dos EUA na região e conta com infraestrutura própria, incluindo quatro unidades de destilação capazes de produzir 1,5 milhão de litros de água doce por dia.


