Cerca de 3 mil funcionários públicos não vacinados de NY podem ser demitidos nesta 6ª

O prefeito da cidade, Eric Adams, reforçou que vai realizar os desligamentos caso os trabalhadores não se vacinem contra a Covid-19

Funcionários públicos protestam na cidade de Nova York contra a obrigatoriedade de vacinação
Funcionários públicos protestam na cidade de Nova York contra a obrigatoriedade de vacinação REUTERS/Mike Segar

Por Julia Harte, da Reuters

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Milhares de funcionários públicos não vacinados da cidade de Nova York têm até esta sexta-feira (11) para se imunizar contra a Covid-19 ou serão demitidos, com o prefeito da cidade, Eric Adams, aparentemente determinado a seguir em frente com as rescisões, apesar dos protestos de líderes sindicais.

Menos de 4 mil dos 370 mil trabalhadores da cidade estavam sujeitos a ser demitidos no final de janeiro como resultado da obrigatoriedade da vacina, de acordo com o gabinete do prefeito, que disse esperar ter um número atualizado de empregados afetados na próxima segunda-feira (14).

Embora isso represente menos de 1% da força de trabalho da cidade de Nova York, seria uma das maiores reduções de trabalhadores nos Estados Unidos devido a uma exigência de vacinação.

“Nós não estamos demitindo, as pessoas estão pedindo demissão”, disse Adams em resposta a uma pergunta sobre a obrigatoriedade da vacina em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (10), no Bronx, onde anunciava uma iniciativa de alimentos saudáveis.

“Quero que fiquem, quero que sejam funcionários da cidade, mas eles têm que seguir as regras”, disse.

O prefeito parece disposto a realizar os desligamentos mesmo com o estado de Nova York se preparando para se juntar a outros estados e cidades dos EUA na flexibilização de várias restrições da Covid-19, em meio à diminuição da recente onda de infecções ligada à variante Ômicron do coronavírus.

Em declarações a dezenas de manifestantes na manhã desta sexta, Andrew Giuliani, filho do ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, criticou a obrigatoriedade da vacina. Ele participava de um protesto do lado de fora da prefeitura em Manhattan.

Em entrevistas e declarações, dirigentes sindicais expressaram descontentamento com a imposição da imunização.

“No auge dessa coisa, quando as pessoas morriam todos os dias, tínhamos que vir trabalhar”, disse Harry Nespoli, presidente da Uniformed Sanitationmen’s Association Local 831, em entrevista à Reuters.

“Agora você está dizendo a esses membros que eles não são bons o suficiente para ser trabalhadores da cidade”, disse ele.

Nespoli disse que cerca de 40 dos 7 mil trabalhadores que ele representa não foram vacinados contra o coronavírus e enfrentavam perspectiva de demissão na manhã desta sexta-feira, mas ele ainda acredita que alguns tomarão o imunizante em vez de perder seus empregos.

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