Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Milícia apoiada pelo Irã no Iraque promete continuar ataques às tropas dos EUA

    Atitude estaria preocupando líderes iranianos, pois ataques podem levar a escalada na tensão na região e ações dos Estados Unidos

    Veículos militares dos EUA na base aérea de Ain al-Asad, na província de Anbar, no Iraque
    Veículos militares dos EUA na base aérea de Ain al-Asad, na província de Anbar, no Iraque 13/01/2020REUTERS/John Davison

    Mostafa SalemAqeel Najimda CNN

    Uma milícia apoiada pelo Irã no Iraque disse que continuará atacando as forças dos Estados Unidos. Enquanto isso, o governo de Joe Biden estuda como retaliar um ataque com drones à sua base na Jordânia que matou três militares dos EUA na semana passada.

    O líder do grupo Al-Nujaba, Akram Al-Kaabi, afirmou que não seguirá a decisão tomada pelo Kataib Hezbollah, grupo mais poderoso apoiado pelo Irã no Iraque, de suspender as operações contra as forças americanas na região.

    Al-Kaabi destacou que a ofensiva contra os EUA não irá parar até que as tropas americanas se retirem do Iraque e as operações militares israelenses cessem na Faixa de Gaza, de acordo com um comunicado divulgado nesta sexta-feira (2).

    A medida sugere que o Irã pode não estar totalmente no controle de alguns dos grupos armados que financia, treina e arma na região, visto que os ataques continuam mesmo com o risco de uma escalada significativa que poderia levar o Irã e os EUA a um confronto direto.

    Os Estados Unidos acreditam que um grupo guarda-chuva de militantes apoiados pelo Irã, denominado Resistência Islâmica no Iraque, esteve por trás do ataque à base da Jordânia.

    A ação foi a mais grave de muitas que tiveram como alvo as forças dos EUA no Oriente Médio desde o ataque de 7 de outubro do Hamas a Israel, e o primeiro em que tropas americanas morreram.

    Al-Kaabi, listado pelos EUA como Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT), acrescentou que as ameaças dos EUA não intimidarão o grupo. “Qualquer direcionamento será respondido com uma resposta apropriada”, disse ele.

    As autoridades norte-americanas acreditam que há sinais de que a liderança iraniana está nervosa com algumas das ações dos grupos que apoia no Iraque, na Síria e no Iêmen, de acordo com várias pessoas familiarizadas com a inteligência dos EUA, à medida que os ataques de grupos de milícias ameaçam perturbar a economia global.

    Irã não procura conflito, mas revidará

    Ainda assim, o Irã tem dito que não procura conflito. Nesta sexta-feira (2), o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, afirmou que o país não iniciará nenhuma guerra, mas “responderá fortemente” aos agressores.

    “Já dissemos muitas vezes que não iniciaremos nenhuma guerra; mas se um país ou força opressiva quiser nos intimidar, a República Islâmica do Irã responderá fortemente”, ressaltou em discurso televisionado.

    Desde 7 de outubro, quando teve início a guerra em Gaza, as tropas americanas foram atacadas aproximadamente 166 vezes no Iraque e na Síria, disseram autoridades norte-americanas.

    Entretanto, os EUA fizeram uma série de ataques no Iraque, na Síria e no Iêmen. Os Houthis do Iêmen também continuam a atacar os interesses dos EUA, apesar dos múltiplos ataques aéreos das forças dos EUA e do Reino Unido.

    No mês passado, um ataque dos EUA no Iraque matou dois membros do Al-Nujaba, incluindo um comandante que estava ativamente envolvido no planejamento e execução de ataques contra funcionários americanos, pontuou à época uma autoridade da defesa dos EUA. Os EUA também têm como alvo o Kataib Hezbollah.