Milícia do Iraque ameaça punir Israel após ataques no Líbano
Akram al-Kaabi, líder do grupo, afirmou que o país "lamentará essa traição"

Uma milícia apoiada pelo Irã no Iraque ameaçou retomar as ações contra Israel, acusando o país de violar promessas e atacar civis no Líbano.
Essa ameaça surgiu após os EUA e o Irã concordarem com um cessar-fogo de duas semanas na terça-feira (7) e na sequência dos ataques mortais de Israel no Líbano, que mataram pelo menos 254 pessoas e deixaram 837 feridos, segundo as autoridades libanesas.
O líder do grupo, Akram al-Kaabi, condenou a "imprudência" de Israel, alegando que o país rotineiramente quebra acordos e age com "traição, mentiras e engano".
"Diante da contínua imprudência do inimigo sionista, da violação de promessas e pactos e do ataque contra o nosso povo no Líbano... a Frente de Resistência retornará para discipliná-lo com força", disse al-Kaabi em um comunicado divulgado hoje.
O comunicado acrescentou que Israel "lamentará essa traição", afirmando que "os tempos mudaram e as circunstâncias se alteraram".
A milícia de Al-Kaabi, Harakat Hezbollah al-Nujaba, faz parte de uma rede de grupos armados alinhados ao Irã no Iraque que se autodenominam "Resistência Islâmica". A declaração não especificou quais ações o grupo poderia tomar nem forneceu detalhes sobre o cronograma.
Objetivos de Israel
Israel tem mais objetivos a conquistar contra o Irã e pretende alcançá-los por meio de um acordo ou da retomada dos combates, afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um discurso nesta quarta-feira (8).
“Estamos preparados para retornar ao combate a qualquer momento necessário. Estamos prontos para a ação”, alertou o premiê após os Estados Unidos e o Irã concordarem, em princípio, com um cessar-fogo de duas semanas, do qual Israel também faz parte.
Netanyahu afirmou que a pausa nos combates entrou em vigor “em plena coordenação com Israel” e que seu país não foi pego de surpresa.
O primeiro-ministro insistiu que a medida não significa o fim da campanha contra o Irã.
“Esta é uma preparação para alcançarmos todos os nossos objetivos. O Irã entra nessas negociações derrotado, mais fraco do que nunca”, pontuou, alegando que Israel destruiu a indústria militar iraniana e que removerá o urânio enriquecido do país – seja por meio de um acordo ou pela retomada dos combates.
Ele destacou ainda que o cessar-fogo não inclui os ataques contra o Hezbollah no Líbano.



