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    Ministério da Saúde de Gaza diz que não vai evacuar hospitais

    Forças de Defesa de Israel apelaram para cerca 1,1 milhões de residentes do norte de Gaza evacuarem, a medida que se prepara para intensificar sua ofensiva contra o Hamas

    Palestinos reagem após ataques de Israel a um prédio residencial, em Gaza, em 9 de outubro
    Palestinos reagem após ataques de Israel a um prédio residencial, em Gaza, em 9 de outubro Yasser Qudih/Reuters

    Abeer SalmanHande Atay Alamda CNN

    O Ministério da Saúde de Gaza não vai evacuar seus hospitais “mesmo que eles sejam demolidos sobre nossas cabeças”, disse um porta-voz do Ministério da Saúde palestino, num comunicado neste sábado (7).

    O comunicado é uma resposta ao aviso das Forças de Defesa de Israel para cerca de 1,1 milhões de residentes do norte de Gaza evacuarem, a medida que se prepara para intensificar sua ofensiva contra o Hamas.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o apelo de Israel equivale a “uma sentença de morte para os doentes e feridos” nos lotados hospitais de Gaza.

    “Não responderemos às ameaças israelenses de evacuação de hospitais. Nossa postura moral exige que continuemos nosso trabalho”, disse o porta-voz do Ministério, Ashraf Al-Qidra.

    Al-Qidra disse que o Ministério exige a abertura de uma passagem segura para permitir a saída de pacientes e feridos da Faixa de Gaza e permitir a entrada de ajuda, suprimentos médicos e combustível.

    Israel administra a maior parte da eletricidade, água e combustível – além de alguns dos alimentos – dentro do enclave palestino. O país impôs um rigoroso bloqueio terrestre, marítimo e aéreo a Gaza desde que o Hamas assumiu o controle do território.

    Israel costumava permitir algum comércio e ajuda humanitária através de duas passagens que controla em Gaza, mas lançou um bloqueio total a bens essenciais após os últimos ataques terroristas do Hamas. Isso gerou advertências de grupos de direitos humanos, que afirmam que o cerco viola o direito internacional.

    Veja também: Israel: Faremos “operação terrestre significativa”

    *Publicado por Danilo Moliterno.