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    Ministro da Economia da Argentina Martin Guzmán renuncia

    Político publicou uma carta nas redes sociais direcionada ao presidente Alberto Fernández

    Douglas Portoda CNN*

    em São Paulo

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    O ministro da Economia argentino, Martín Guzmán, renunciou ao seu cargo, neste sábado (2). O político liderou o acordo de reestruturação da dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os credores.

    Guzmán publicou uma carta em suas redes sociais ao presidente Alberto Fernández em que detalha sua decisão de renunciar.

    “Com a profunda convicção e confiança em minha visão do caminho que a Argentina deve seguir, continuarei trabalhando e agindo por uma pátria mais justa, livre e soberana”, afirmou Guzmán.

    O governo do renovou títulos de dívida para evitar um calote no mercado doméstico. O cenário, no entanto, não era o mais favorável, em meio a um ambiente financeiro externo altamente volátil e a uma fuga de investidores em busca de mercados menos arriscados.

    Argentina enfrenta a maior inflação em 30 anos

    Em junho, a inflação ao consumidor na Argentina saltou para 60,7% em maio na comparação com igual mês de 2021, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec).

    O resultado representa o maior valor em 30 anos, e uma aceleração em relação ao avanço anual de 58% registrado em abril. Na comparação mensal, o indicador teve alta de 5,1% em maio – neste caso, uma desaceleração após o aumento de 6% em abril.

    Com isso, o mercado de alugueis está entre os mais impactados pela escalada dos preços no país.

    Para tentar conter a escalada dos preços, governo argentino aumenta os juros

    O Banco Central da Argentina elevou sua taxa básica de juros, em 16 de junho, a maior alta em três anos, na esteira do amplo aumento de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

    O BC aumentou a taxa de referência Leliq em 300 pontos-base, para 52%, o aumento mais acentuado desde 2019, citando a crescente percepção de risco financeiro, a disparada dos preços globais e a necessidade de estimular a economia com o fortemente atingido peso local.

    País enfrenta problemas com abastecimento

    No último mês, os sindicatos de transporte realizaram um protesto com bloqueios de estradas em diferentes partes da Argentina contra a escassez de diesel e preços excessivos de combustível.

    A ação aconteceu em um momento em que o país está no auge da safra de grãos, sendo um dos maiores exportadores mundiais de milho e soja.

    Em meio ao prolongado déficit energético que afeta a balança argentina, o Ministério da Energia aumentou a proporção obrigatória de biodiesel utilizado na mistura com combustíveis fósseis para atender à maior demanda local por diesel, principalmente do setor agroexportador.

    Segundo o governo, a procura interna de diesel registrou aumentos superiores a 14% durante os primeiros quatro meses do ano, ante igual período de 2021.

    (*Com informações da Reuters e do CNN Brasil Business)

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