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    Mitsotakis descarta coalizão na Grécia e pede novas eleições para junho

    Novo regulamento eleitoral na Grécia define que, se nenhum partido conseguir montar um governo com outras legendas há a possibilidade de uma segunda eleição com todos os partidos 

    Kyriakos Mitsotakis adotou nova estratégia para manter maioria sem necessidade de coalizão
    Kyriakos Mitsotakis adotou nova estratégia para manter maioria sem necessidade de coalizão Ayhan Mehmet/Anadolu Agency via Getty Images

    Da Reuters

    O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, recusou-se a buscar uma coalizão nesta segunda-feira (22) após a eleição deste fim de semana, abrindo caminho para uma segunda votação em junho, que ele espera que seu partido conservador vença.

    O Nova Democracia obteve 40,8% dos votos contra 20,1% do esquerdista Syriza, em um impulso impressionante para Mitsotakis, que teve que navegar por um escândalo de escutas telefônicas, a pandemia de Covid, uma crise de custo de vida e um acidente ferroviário mortal que enfureceu o público. Mas ficou aquém do número de cadeiras necessárias para governar por conta própria, desencadeando uma rodada de negociações de coalizão entre os três maiores partidos.

    No entanto, os mercados dispararam com as perspectivas de uma vitória do Nova Democracia na segunda votação na Grécia. Todos os partidos são elegíveis para concorrer novamente.

    Cada partido tem um mandato de três dias para tentar formar uma coalizão, sendo que o Nova Democracia já tomou sua decisão. Os demais partidos não têm assentos suficientes para formar uma aliança governista sem Mitsotakis, e todos os líderes indicaram que não realizarão negociações exploratórias.

    Isso abriria caminho para a nomeação de um governo provisório para levar o país a uma nova votação já em 25 de junho.

    Salto

    “Acredito que o país precisa de um governo forte e estável hoje, com perspectiva de mandato de quatro anos”, disse Mitsotakis à presidente Katerina Sakellaropoulou depois que ela lhe ofereceu formalmente a oportunidade de formar uma coalizão. “Quanto mais cedo essa questão for encerrada, melhor será para o país”, afirmou.

    Mitsotakis telefonou para os líderes dos outros quatro partidos que chegaram ao parlamento, reiterando que um governo não pode ser formado nas circunstâncias atuais, disse seu gabinete.

    O ex-primeiro-ministro e líder do Syriza, Alexis Tsipras, deveria se encontrar com o presidente na terça-feira.

    Alexis Tsipras terá uma nova chance para retomar o governo na Grécia / Lino Mirgeler/picture alliance via Getty Images

    Em uma declaração televisionada, Tsipras pediu aos eleitores que “evitem a perspectiva de um primeiro-ministro incontrolável”, na próxima batalha eleitoral.

    O porta-voz do Pasok, Dimitris Mantzos, disse à emissora estatal ERT que “não há espaço para convergências ou colaboração”.

    Depois que cada partido tiver retornado ou esgotado seu mandato de três dias para tentar formar uma coalizão, o presidente poderá nomear um governo provisório, que deve ser empossado no início da próxima semana, levando a uma nova data de eleição.

    (Publicado por Fábio Mendes)