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    Na ONU, Brasil defende revisão do protocolo de verificação de armas biológicas

    Reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira discutiu as acusações da Rússia de que os EUA estão desenvolvendo armas biológicas na Ucrânia

    Tiago Tortellada CNN

    O Brasil, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira (18), destacou a importância da convenção que proíbe a utilização de armas biológicas, mas disse ser a favor da revisão dos protocolos de verificação mundiais sobre o assunto.

    “O Brasil está a favor há tempos de um protocolo multilateral de verificação, de acordo com a convenção, com as medidas necessárias para garantir a segurança contra o surgimento de armas biológicas. O encontro do Conselho só mostra como é urgente o desenvolvimento de um mecanismo desse tipo”, afirmou o embaixador brasileiro, Ronaldo Costa Filho.

    “Esperamos que aconteça uma reunião para revisão dessas questões. Precisamos começar as negociações para reforçar o regime com um protocolo de verificação que seja estabelecido”, adicionou.

    A sessão tinha como objetivo debater as alegações da Rússia de que os Estados Unidos estão desenvolvendo e financiando armas biológicas em solo ucraniano.

    “Acreditamos que acusações dessa gravidade precisam ser embasadas com evidências, que têm de ser apresentadas e confirmadas por uma autoridade independente e imparcial”, ressaltou Costa Filho, acrescentando que o país “condena o uso ou ameaça de uso de armas de destruição em massa, incluindo armas químicas ou biológicas”.

    Durante a reunião, o embaixador russo, Vassily Nebenzia, listou laboratórios que teriam recebido dinheiro dos EUA ou seriam utilizados por americanos para estudos com patógenos, por exemplo.

    A embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, rebateu as acusações, dizendo que são distrações e parte da desinformação e teoria da conspiração do governo russo.